Entretenimento

Juliette diz que sempre foi pé no chão: 'Não era uma adolescente que sonhava com o príncipe encantado'

Juliette diz que sempre foi pé no chão: 'Não era uma adolescente que sonhava com o príncipe encantado'

Juliette Freire, campeã do BBB21, bateu um papo no “Saia Justa” desta quarta-feira, 26/5, com Astrid Fontenelle, Pitty, Gaby Amarantos e Mônica Martelli sobre sua história de vida e também a trajetória no reality. De cara, a ex-sister disse que sempre foi pé no chão.

“Sempre busquei me enxergar como eu realmente era, o que me fazia feliz. Não era uma adolescente que sonhava com o príncipe encantado, vida perfeita, eu tinha o pezinho no chão. Isso me fez me conhecer de verdade. Eu me sentia mais segura e tranquila.”

Sobre o megassucesso de sua passagem pela casa, a advogada e maquiadora refletiu: “É muito bom, mas, ao mesmo tempo, dá muito medo. É tudo gigante, mas fico feliz de saber que as pessoas gostaram de mim apenas pelo que eu sou, que me aceitaram com todas as minhas vulnerabilidades. Espero corresponder a tanto amor e tanta expectativa. Estou tentando com muita boa vontade.”

“Acho que eu optei por ter uma trajetória real e leve, exatamente como eu sou. Não estou presa a isso. Não estou presa porque não contei uma narrativa, eu fui eu.”

A nova milionária do pedaço também comentou a preocupação em corresponder expectativas:

“Não sabia fazer diferente. Eu me apeguei ao que eu tinha. Sou muito feliz e grata ao carinho dos fãs, eles gostaram de mim. Se eles gostaram de mim, não vou me aprisionar. Recuso a ideia do endeusamento. Eu erro.”

A paraibana, de 31 anos, revelou no programa que fez terapia durante uns cinco anos: “Comecei pra terminar um relacionamento. Ele era muito meu amigo, não via motivo, mas o motivo é que eu não era feliz. Comecei nessa vibe e depois que eu consegui resolver esse conflito, pensei: ‘Mas ainda tenho esse, esse e esse…”.

Ao sair da casa, ela logo buscou ajuda de sua terapeuta e de um padre: “Estou nessa luta de reconexão comigo. O que mais me assusta é a cobrança, mas comigo mesma eu estou feliz por conseguir ser eu, e deu certo.”

Juliette também relembrou grandes momentos de transformação em sua vida, antes do Big Brother:

“Quando minha irmã morreu (aos 17 anos, em 2009) foi a virada de chave na minha vida. Até ali, eu era muito simples, mas muito plena. E quando ela morreu, passei a ter consciência da finitude da vida. Passei a pensar em quem eu quero ser, porque eu posso morrer amanhã. Passei a viver diferente. Não dormia sem resolver nada.”

Quando o assunto foi luto, ao ouvir o desabafo de Mônica Martelli sobre a dor da perda do melhor amigo Paulo Gustavo (por complicações da Covid-19), Juliette falou de sua experiência pessoal:

“Com propriedade eu posso dizer, nunca mais você vai ser igual. É como se perdesse parte de você. Você sobrevive, mas agora é outra pessoa.”

Na casa, ela se autodenominou a “maior pegadora do BBB”. Para o quarteto de apresentadoras, a ex-sister comentou esse seu lado sedutora.

“Dei vários selinhos. Queria ter dado mais, mas não dava. Quando paquero sério – eu amo todo mundo, sou a fim de todo mundo, é fato – fico tímida, mais quietinha, tenho vergonha. Ali, eu estava entregue. Até pegaria, porque tem o desejo, óbvio, e ali dentro eu tinha muito mais, mas eu conseguia bloquear e ficava na brincadeira (no BBB). Dava um cheirinho e matava a vontade. Não foi azarar para seduzir e não pegar não, foi algo leve e tal”, explicou.

E para fechar o encontro, ela cantou um trecho de “Deus me Proteja”, do também paraibano Chico César.