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Globo demite Cissa Guimarães após quarenta anos de novelas e programas de TV

Cissa Guimarães, 64 anos, foi dispensada da Globo após mais de quatro décadas de contrato. O acordo da apresentadora, que estava à frente do É de Casa, venceu e não será renovado. A assessoria de imprensa da emissora confirmou o desligamento da comunicadora, que também se pronunciou em sua despedida. “Vou levar as boas parcerias e os imensos aprendizados”, disse.

Em nota enviada ao Notícias da TV, a Globo destacou a longa parceria com Cissa. O grupo ressaltou que futuros projetos com a artista podem ocorrer, mas nos novos moldes de trabalho da empresa, com contratos válidos apenas por obra.

A informação de que Cissa havia deixado o É de Casa foi antecipada pelo colunista Leo Dias, do portal Metrópoles, nesta quinta-feira (29). Segundo a publicação, a comunicadora enviou uma mensagem de despedida para a produção do matinal via WhatsApp. No texto, ela avisou que não estaria mais no programa.

“Agradeço a todos por estarem comigo nesta caminhada, pelo compartilhamento e aprendizado que vocês generosamente me deram. Participei da gestação, da criação e da evolução do É de Casa e sinto muito orgulho disso. Estivemos juntos sempre, nas dores e nas gargalhadas. Nunca esquecerei”, escreveu.

“Não estarei mais com vocês no programa, mas levo vocês na minha história e na minha melhor memória. Toda minha gratidão a vocês! Desejo a todos muita luz”, finalizou.

Cissa Guimarães havia retornado ao É de Casa em maio após 14 meses longe do trabalho presencial por causa da Covid-19. Durante o período de isolamento, ela assumiu um quadro em que fazia entrevistas virtuais com artistas e bandas. A artista recebeu a primeira dose da Coronavac em 12 de abril e concluiu a imunização no mês seguinte.

Nos anos 1980, Cissa conquistou o público à frente do Vídeo Show (1983-2019), onde se dividia na apresentação e nas reportagens. Na atração, Miguel Falabella a definiu como “a garota que quebra o coco, mas não arrebenta a sapucaia”, bordão que marcou a carreira da comunicadora.

“Eu fico muito orgulhosa porque ajudei a criar no Vídeo Show uma nova maneira de narrar, sem aquela coisa certinha, pasteurizada”, declarou ela em entrevista para o Memória Globo.

De 1986 a 2001, a também atriz se dividiu entre o vespertino e as novelas. Ela atuou em produções como Direito de Amar (1987) e Top Model (1989). Em 2001, fez uma participação em O Clone e interpretou Clarisse, mãe de um dependente de drogas. “Ali eu quebrei outro paradigma, saí do Vídeo Show depois de tantos anos, caí de cabeça, com um personagem diferente de tudo que eu tinha feito. Foi uma felicidade mostrar um lado meu que as pessoas desconheciam”, relembrou.

Em seguida, a atriz integrou o elenco de América (2005), Caminho das Índias (2009) e Salve Jorge (2012). Em 2015, passou a comandar o É de Casa, seu último trabalho na Globo. Do time original de apresentadores do matinal, apenas Ana Furtado segue na atração.

Leia a íntegra do comunicado:

“O É de Casa se despede de Cissa Guimarães, que deixa a Globo após uma parceria alegre e de sucesso de mais de quatro décadas. A atriz e apresentadora, que esteve no comando do matinal desde a estreia, em 2015, continua com as portas abertas na Globo para futuros projetos em nossas múltiplas plataformas, mas em um novo modelo de parceria.

‘Fui muito feliz nesse casamento de mais de 40 anos. E é isso que vou levar: as boas parcerias, os imensos aprendizados, os momentos felizes, emocionantes e compartilhados, que ficaram para a história –minha, do público e da TV Globo. A minha gratidão mora aí, nesse sentimento lindo e nessa vida que construímos juntos’.”