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Daisy Ridley negocia viver primeira mulher a nadar o Canal da Mancha

Daisy Ridley negocia viver primeira mulher a nadar o Canal da Mancha

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A atriz Daisy Ridley, intérprete de Rey nos filmes de “Star Wars”, está negociando estrelar a adaptação do livro “Young Woman and the Sea”, de Glenn Stout, que narra a aventura real da primeira mulher a completar a nado a travessia do Canal da Mancha. Gertrude “Trudy” Ederle completou o percurso de 33 quilômetros, entre França e Inglaterra, em 1926.

Filha de um açougueiro alemão de Manhattan, Ederle já era uma nadadora profissional, vencedora de medalha de ouro nas Olimpíadas de 1924, quando decidiu tentar cruzar o canal. Ela realizou a façanha depois de nadar distância ainda maior, os 35 quilômetros entre Battery Park, em Nova York, e Sandy Hook, em Nova Jersey, estabelecendo um recorde que durou 81 anos. Após este feito, a nadadora fechou contrato com dois jornais para patrocinar sua aventura europeia. Na época, havia uma disputa acirrada entre as mulheres atletas para definir quem seria a primeiras a cruzar a Mancha, já que apenas cinco homens tinham conseguido realizar a façanha até então.

A jovem fez isso com a ajuda de sua família: a irmã Meg a ajudou a criar um maiô de duas peças – um precursor do biquíni moderno, que ninguém ainda tinha visto na década de 1920, quando os maiôs comuns pareciam vestidos de verão. A família também teve a ideia de usar cera de vela para lacrar os óculos de natação e torná-los à prova de vazamentos. Tudo isso ajudou, mas foi a força e vontade de Ederle que a fez superar ondas, ventos e águas traiçoeiras para se tornar mundialmente famosa ao chegar à costa. Ela quebrou séculos de estereótipos femininos e recebeu um desfile com chuva de papel picado ao retornar a Nova York, onde duas milhões de pessoas a receberam nas ruas com aplausos efusivos. Apesar disso, seu feito foi amplamente esquecido logo depois, conforme o mundo seguiu em frente.

O filme está em desenvolvimento para plataforma Disney+, com roteiro de Jeff Nathanson, direção de Joachim Rønning e produção de Jerry Bruckheimer. Os três trabalharam juntos em “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”, em 2017.

Com o longa, Rønning se especializa em filmes passados no mar. Além do último “Piratas do Caribe”, o cineasta norueguês também filmou “Expedição Kon Tiki” (2012), baseado em outra história real de superação, que foi indicado ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Mais recentemente, ele dirigiu “Malévola: Dona do Mal” (2019) para a Disney.

Nathanson também está envolvido com fábulas da Disney. Depois de escrever “O Rei Leão”, ele está atualmente criando a história inédita da continuação, que será dirigida por Barry Jenkins (“Moonlight”).

A produção de “Young Woman and the Sea” deve começar no segundo trimestre de 2021.

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