Economia

Selo de mulheres no conselho cresce e Burger King entra na lista

Selo de mulheres no conselho cresce e Burger King entra na lista

Parece pouco que com apenas duas mulheres no conselho, número que em geral representa apenas um quarto ou um quinto do total dos conselheiros em um conselho de administração, uma empresa receba um reconhecimento por diversidade. Mas a régua no Brasil é tão baixa que quem tem duas mulheres está de fato investindo em diversidade. “O Brasil está muito atrás e para gerar esse movimento, para a roda começar a girar, nós acreditamos que pelo menos duas mulheres já seria um bom começo”, diz uma das fundadoras do selo Women On Board (WOB), a executiva Carol Conway, da PagSeguro. Ela e outras sete mulheres com carreiras de sucesso criaram o selo, em 2019, ganharam o apoio da ONU Mulheres, e de lá para cá, o selo já foi conferido a empresas de porte como AgroGalaxy, Ambev, B3, EDP, Natura, Santander, Renner, entre 35 empresas e entidades. Uma das mais recentes a receber o selo foi a BK Brasil, máster franqueada do Burger King e do Popeyes. A BK, é uma empresa de capital pulverizado, e até 2019 nunca teve uma mulher no conselho. A primeira a chegar na BK, em 2019, foi Paula Bellizia, vice-presidente de marketing no Google América Latina. No ano passado, foi a vez de Anna Chaia, que já foi CEO da L’occitane Brasil e Samsonite Mercosul.

“Veja que o nosso selo diz “pelo menos” duas”, diz Carol Conway, do Women On Board. Qualquer empresa pode se inscrever para ter o selo. Se a companhia não tiver um conselho de administração, a análise é feita no conselho consultivo. O selo é totalmente gratuito.