Economia

Salles cria mercado de crédito de carbono para proteger florestas nativas

Salles cria mercado de crédito de carbono para proteger florestas nativas

Um dos pontos de maior defasagem entre Brasil e Europa na proteção ambiental está no desenvolvimento do mercado de crédito de carbono. Criado após o protocolo de Kioto, este segmento específico no mercado financeiro permitiu que muitas empresas europeias transacionassem créditos para compensar emissões de maneira ágil e simples. Sempre houve muita restrição à entrada do Brasil neste mercado, pois poderia inundar com as certificações emitidas para florestas nativas. Agora, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, quer dar a volta nos europeus ao permitir a criação de um mercado 100% privado para facilitar o pagamento de serviços ambientais por meio da certificação de créditos de carbono. O programa tem o nome de Floresta+ Carbono e deverá ser lançado esta semana ainda.

A estimativa é que no primeiro ano o programa consiga negociar até 200 milhões de dólares em crédito de carbono e, para isso, o público alvo são as próprias empresas europeias. O entendimento é que muitas deles possuem em seus valores a proteção de florestas nativas, mas que o mercado europeu não dá essa opção. “Imaginamos até 100 projetos de conservação, principalmente no arco do desmatamento”, afirmou um secretário do MMA. Depois do Floresta+, que criou um sistema de pagamentos para serviços ambientais, esta é uma nova cartada de Salles para colocar o setor privado a favor da proteção ambiental.

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