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Campina Grande é a primeira cidade paraibana com aplicativo que auxilia na adoção de crianças

Campina Grande é a primeira cidade paraibana com aplicativo que auxilia na adoção de crianças

Campina Grande é a primeira cidade paraibana a agregar o aplicativo ‘A.dot’ que inclui crianças e adolescentes do Cadastro Nacional de Adoção em um processo de busca ativa para pessoas habilitadas ao processo de adoção em todo o país.

O juiz da Vara da Infância e da Juventude da comarca de Campina Grande, Perilo Rodrigues, explicou a novidade, durante entrevista à CBN FM, nesta segunda-feira (18).

“Por todo brasil a adoção está sujeita ao Sistema Nacional de Adoção, é um sistema criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), através do qual são cadastrados, mediante processo judicial, a habilitação dos pretendentes a adoção, aquelas pessoas que pretendem adotar, e ao mesmo tempo há também o cadastro daquelas crianças que estão em situação de adoção”, completou.

De acordo com Perilo, o projeto foi desenvolvido no Tribunal de Justiça do Paraná, e a busca presente no aplicativo é fechada, logo, o cadastramento só pode ser feito por pessoas já habilitadas no Sistema Nacional, possibilitando que estes conheçam um pouco da história das crianças e adolescentes.

“Essas crianças gravaram vídeos, tiraram fotos, falaram um pouco de sua própria história e do seu desejo de ser adotado, e é importante mencionar que só participou quem quis, não foi nada imposto, é uma decisão pessoal […] Para nossa surpresa e felicidade, já tivemos muito sucesso, em pouco mais de 20 dias do aplicativo na cidade conseguimos três pretendentes, ou seja, pessoas que demonstraram interesse nas nossas crianças”, ponderou.

Dentre os casos citados pelo juiz está o de uma criança que está no acolhimento há mais de cinco anos e foi vista por uma família do Ceará, que pretendem iniciar o processo de aproximação, conhecerem mais a criança, para que, assim que for permitido concretizar a adoção mudar uma vida, gerar uma nova família.

Por fim, Rodrigues atualizou que na Rainha da Borborema hoje há 55 crianças acolhidas, muitas delas inclusive em idades avançadas, sem conseguir sucesso na aproximação, algo que pode ser auxiliado com a chegada do A.dot.

“Serve como uma nova oportunidade de visibilidade para a criança acolhida […] Mas, lembrando que essa exposição é controlada, só pode baixar o aplicativo aqueles pretendentes habilitados [no processo]”, finalizou.