Vida

Redes de pesca tiram a vida de 17 arraias no ES: 'uma família inteira perdida'

Redes de pesca tiram a vida de 17 arraias no ES: 'uma família inteira perdida'
Foto: Reprodução/TV Gazeta

Dezessete arraias foram encontradas mortas na cidade de Vitória, no Espírito Santo. Os corpos foram localizados no Canal de Camburi, na terça-feira (4). As mortes teriam sido motivadas por redes de pescas nas quais os animais ficam presos.

Essas redes tiram não só as vidas dos peixes, alvos direto dos pescadores, como de animais que se prendem nelas acidentalmente – tartarugas são as principais vítimas.

Dentre as arraias mortas, 15 eram adultas e duas filhotes. A maior parte era fêmea. O coordenador da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam), Paulo Rodrigues, explicou ao G1 que esses animais migram de Norte a Sul do país durante o ano e entram nas baías para comer e se reproduzir.

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“Essa mortandade vem ocorrendo por causa da pesca ilegal que ocorre dentro da baía. Não é comum ser encontrada assim e a gente percebe que teve uma interação humana. Os pescadores deixam rede de pesca em locais ilegais e voltam no dia seguinte. Nisso, as arraias se emaranham e acabam morrendo. É uma família inteira que foi perdida por causa de pesca ilegal”, lamentou o coordenador.

Uma rede de pesca encontrada no local foi apreendida pela Semmam. O pescador, no entanto, não foi identificado – caso ainda seja, pode receber multa de R$ 700 e R$ 100 mil.

Denúncias sobre crimes ambientais podem ser feitas através do Fala Vitória 156 e do Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes), no 190.

De acordo com a secretaria, ações de fiscalização são realizadas diariamente na água. Até julho, 10 mil metro de rede e oito de redes de arrasto foram apreendidos. No ano passado, foram 15 mil metros de rede e 18 redes de arrasto, com a soltura de mais de 10 arraias.

Os locais fiscalizados, segundo a Semmam, são a baía do Espírito Santo (compreendendo Praia de Camburi, Curva da Jurema, APA baía das Tartarugas), baía de Vitória (canal da passagem), Estação Ecológica Ilha do Lameirão e manguezais.