Vida

Protetora denuncia envenenamento e morte de 52 cães em Contagem (MG)

Protetora denuncia envenenamento e morte de 52 cães em Contagem (MG)

A protetora de animais Claudia Araújo usou seu perfil no Facebook para denunciar o envenenamento e mortes dos 52 que acolhia em seu lar na cidade de Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). A protetora fez uma postagem onde afirma: “Envenenaram meus cães, perdi quase todos…Por que meu Deus? Estou indo fazer um B.O.”, disse e pede “Orem por mim, porque está doendo demais”.

Arquivo pessoal | Facebook

O caso gerou inúmeras reações nas redes sociais. “Hoje a proteção animal chora por cada último suspiro de animais que sofrem com nossa espécie. Chega disso! É difícil acreditar que isso aconteceu e acontece todos os dias com tantos, até quando vamos sofrer assim? Até quando esses animais vão ser refém dessa raça desgraçada do ser humano. Estou muito revoltada e triste”, disse uma internauta.

Arquivo pessoal | Facebook

Segundo informações presentes em comentários da postagem de Claudia, o deputado estadual Osvaldo Lopes Jr. (PSD) está cobrando a investigação do caso e as necrópsias dos cadáveres dos cães para confirmar a morte dos animais. O protetor Miltinho Cge, muito conhecido em Contagem, gravou um vídeo em solidariedade à protetora. Veja abaixo:

Crime

Reprodução

No Brasil, crimes contra animais estão previstos na lei 9.605 de 1998. Uma vez acusado, o responsável pode ser punido com multa e até um ano de detenção. No entanto, em uma entrevista à Agência de Notícias de Direitos Animais, o advogado criminalista e consultor da ANDA Sérgio Tarcha explica que existe um novo projeto que torna a pena de crimes de maus-tratos mais rigorosa.

Segundo Tarcha, apesar de trazer avanços, crimes contra animais ainda não são vistos com gravidade pela Justiça. “A pena, hoje, é de 3 meses a 1 ano de detenção, ou seja, é nada. A lei que regula a matéria é a lei de crimes ambientais, 9.605/98, a nova lei, 11.210/18, que já foi aprovada pelo senado eleva para 1 a 4 anos de detenção, mais a multa. Ainda continua muito branda a legislação, em outros países é muito mais severo”, disse.