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Novo estudo relaciona criação intensiva de animais com pandemias

Novo estudo relaciona criação intensiva de animais com pandemias
VegNews

Um novo artigo publicado recentemente alerta sobre o risco do confinamento e criação extensiva de animais e a formação de condições ideais para o surgimento de novas doenças e pandemias, como a Covid-19. O estudo aponta que é imperativo que fazendas industriais sejam abolidas o quanto antes para evitar a disseminaçãod e novas doenças zoonóticas. O artigo foi escrito pelos médicos e pesquisadores David O. Wiebers, MD, professor emérito da Clínica Mayo, e Valery Feigin, MD, editora-chefe da revista médica Neuroepidemiology e professora na Nova Zelândia.

“Embora nos seja tentador relacionar pandemias como a Covid-19 com o consumo de morcegos, pangolins ou outras espécies selvagens, o comportamento humano é responsável pela grande maioria das doenças zoonóticas que pulam a barreira das espécies dos animais para os animais humanos. O aumento alarmante na frequência dessas doenças zoonóticas letais relaciona-se em grande parte ao nosso ecossistema dominado por humanos, com contato próximo cada vez mais artificial com humanos e animais”, salienta a publicação.

O artigo aborda ainda as consequências da caça de animais selvagens e a criação intensiva de animais. “O confinamento intensivo de animais em operações agrícolas industriais deve ser descontinuado em todo o mundo por causa de animais, seres humanos e meio ambiente, e devemos evoluir rapidamente para comer outras formas de proteína mais seguras para os seres humanos, incluindo alternativas à carne vegetal ou carne limpa (produzida pela cultura de células animais)”, disse o documento, que estimula ainda o investimento em alimentos vegetarianos estritos.

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O artigo também será publicado na publicação impressa Neuroepidemiology em julho.