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MPF apura venda de peles de animais em loja de grife no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) está investigando uma loja de grife no Rio de Janeiro. A Prada, marca italiana, é foco de um procedimento extrajudicial aberto pelo órgão que tem como objetivo apurar a comercialização de peles de animais – raposa, chinchila e vison – na loja no Village Mall.

(Foto: Divulgação)

A ação do MPF teve início após uma denúncia ser realizada pela ONG S.O.S Aves. O caso está nas mãos da procuradora Solange Maria Braga. A Prada estaria vendendo as peças por cerca de R$ 143 mil. As informações são da coluna de Ancelmo Gois no O Globo.

Crueldade

A produção de vestimentas com peles de animais é uma das práticas mais cruéis da sociedade. Viola os direitos animais por pura e simples vaidade – independentemente de ele ter sido criado em uma fazenda de produção ou capturado para essa finalidade.

De qualquer forma é uma vida que está sendo tirada, e muito sofrimento causado para que seja produzido um ou dois casacos.

Reprodução | WWF

O portal IndiaToday juntou seis fatos chocantes sobre a indústria das peles de animal que fazem dela uma das mais cruéis:

1. Todos os tipos de animais são explorados por essa indústria

Não há um determinado gênero ou espécie de animal que é alvo desta indústria. Animais mais exóticos, como visons, raposas, focas, chinchilas são explorados, assim como selvagens. Ursos, linces, castores são alguns exemplos. Nem mesmo os gatos e cachorros escapam.

2. Total descaso com o bem-estar dos animais

A indústria da pele, de uma maneira geral, mantém os animais presos em jaulas minúsculas e sujas, expostas ao sol e à chuva, que são constantemente sacudidas. Como consequência, os animais têm alto índice de mortalidade infantil.

Em alguns casos específicos, como na China, essa indústria não é regulada por nenhum tipo de lei. Um pesquisador contou ao Nat Geo que lá os animais são apenas “uma ferramenta para o uso humano e uma fonte de renda”.

A situação não é diferente em outros países, como EUA e Canadá, mesmo que sob regulamentação.

3. O líder mundial de venda de peles de animais é a China

É claro que o país sem qualquer regulamentação é o que mais vende peles animais no mundo. Una a isso o baixíssimo valor da mão-de-obra. Foi assim que, em 2014, o país produziu 35 milhões de pelts (unidade usada para medir os animais de que são retiradas as peles), cerca de 40% de toda a produção mundial.

De acordo com uma pesquisa do “Animal Legal and Historical Centre at Michigan State University College of Law”, esse número só tende a crescer cada vez mais.

4. Outros países que também são líderes de exportação

O segundo maior produtor de peles de animais é a Dinamarca, que produziu cerca de 17,8 milhões em 2014, de acordo com a “Fur Europe”, organização que representa a indústria da pele de animais na Europa, seguido pela Polônia, com 8,5 milhões, a Holanda, com 5,5 milhões, e por fim a Finlândia, com 2,5 milhões. É muita coisa!

Estados Unidos, outro grande produtor, foi responsável por 3,75 milhões de pelts sendo que, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA, cerca de 50% da pele consumida pelos americanos vem da China.

Reprodução | WWF

5. As fazendas de pele animal na Europa são menos piores – mas ainda são ruins

Nos anos 2000, os líderes das indústrias européias perceberam que os consumidores exigiam mais segurança nas questões do bem-estar dos animais criadores para virarem suas roupas.

Então o Concil Europeu, braço da EU, decretou algumas normas para as fazendas de criação. Foi decretado que um animal só pode ser criado nas fazendas se for garantido que “não haverão efeitos danosos na saúde ou bem-estar dele”.

Apesar das regulamentações, elas dificilmente eram cumpridas porque não tinham o peso de uma lei. No ano passado, a “European Fur Breeders Association” e a “International Fur Federation”, lançaram normas que incluem alimentação, habitação, saúde e comportamento dos animais para proteger o seu bem-estar.

6. Enquanto uns produzem, outros proíbem

É importante ressaltar que, mesmo que esforços sejam feitos no sentido de proteger os direitos dos animais, o mais importante deles é o direito à liberdade. E criar animais em uma fazenda para que ele se torne um casaco ou um cachecol, com certeza não é garantir esse direito primordial.

Por isso, muitos países como a Grã-Bretanha, a Áustria, a Eslovênia, a Croácia, a Bósnia-Herzegovina, baniram a produção. A Suíça foi ainda mais severa: não só é expressamente proibida a produção, como a sua comercialização dentro do país.