Vida

Malásia incinera 4 toneladas de marfim em ato contra o tráfico de animais

É a segunda destruição de chifres de marfim e outros itens originados destes animais desde 2016.

Foto: Unknown

Malásia incinerou nesta terça (30) cerca de 4 toneladas de marfim originado de elefantes do continente africano. Os itens foram apreensões de 15 invasões policiais dos últimos 7 anos.

Entre os itens, constavam: 3,7 toneladas de chifres, quase 229 Kg de marfim confeccionado, incluindo miçangas, hashis (“pauzinhos”), blocos não esculpidos e jóias.

É a segunda ação de queimadas de marfim na Malásia, que tem refletido cada vez mais sobre seu papel no tráfico do marfim africano para a Ásia.

“Apreensão e destruição do contrabando sempre são bem-vindas, mas apenas banindo aqueles que nós conseguiremos acabar com problemas que vem seguindo há décadas, onde a Malásia é vista como o grande centro do tráfico”, declara Kanitha Krishnasamy, diretora da TRAFFIC no Sudeste Asiático.

Grande parte do marfim que foi incinerado hoje foram apreensões de 2016. O maior caso de execução das autoridades aconteceu em 2011, quando 664 peças de chifres inteiros e itens confeccionados de marfim foram confiscados, pesando 1,6 toneladas. A primeira destruição de marfim na Malásia foi em abril de 2016, envolvendo a queima de 9,5 toneladas de chifres de elefantes.

As 15 remessas ilícitas têm origem dos países Moçambique, Zâmbia e Nigéria, e eram destinadas ao Vietnã e China. Doze delas foram contrabandeadas pelo Aeroporto Internacional de Kuala Lampur.

O aeroporto já foi palco de outros tráficos de itens originados de animais além de marfim, como chifres de rinoceronte, escamas de pangolins africanos e tartarugas que estão em risco de extinção.

Tais crimes destacam o crítico e crescente papel que a indústria de exportação aérea atua no tráfico de marfim. As invasões policiais foram feitas pela agência governamental Royal Malasian Customs e pelo Departamento da Vida-selvagem e Parques Nacionais da Malásia (PERHILITAN, na sigla em inglês).

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