Vida

Fornecedora da JBS é denunciada por crueldade contra animais

Imagens revelam animais vivendo em pequenas gaiolas que não comportam o volume de seus corpos, e leitões morrendo lentamente enquanto outros apodrecem a poucos metros de distância (Fotos: Divulgação/PETA)
Imagens revelam animais vivendo em pequenas gaiolas que não comportam o volume de seus corpos, e leitões morrendo lentamente enquanto outros apodrecem a poucos metros de distância (Fotos: Divulgação/PETA)

Mais uma fornecedora da brasileira JBS é denunciada por extrema crueldade contra animais. Desta vez as denúncias envolvem a degradante e dolorosa situação em que vivem os porcos criados na East Fork Farms, perto de Brownstown, no estado de Indiana (EUA).

“A fazenda é fornecedora da JBS USA, a segunda empresa que mais mata porcos no país, e que vende carne de porco por meio das marcas Swift Premium e La Herencia. É uma subsidiária da JBS, com sede no Brasil, empresa que mais mata animais [terrestres] para consumo no mundo”, informa a organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA), que disponibilizou esta semana um vídeo que denuncia a forma como esses porcos são tratados.

As imagens revelam animais vivendo em pequenas gaiolas que não comportam o volume de seus corpos, e leitões morrendo lentamente enquanto outros apodrecem a poucos metros de distância.

A organização encontrou até 1,2 mil porcas utilizadas como reprodutoras vivendo em condições miseráveis, incapazes de se movimentarem. “Esses animais inteligentes não tinham estímulo psicológico nem oportunidade de dar um único passo em qualquer direção”, lamenta.

Com a frequente impossibilidade de movimentação, porcos foram encontrados com problemas de atrofia muscular. Sem possibilidade de exercer comportamento natural, eram obrigados a testemunhar a morte de seus companheiros sem qualquer chance de reação.

“Vimos porcos com doenças, feridas graves, abscessos e pés feridos deixados para definhar em um chão imundo.”

Uma porca com dificuldade de se manter em pé estava caída sobre as próprias fezes e sedenta. “Quando uma testemunha lhe ofereceu um pouco de água, ela bebeu avidamente por quase dois minutos”.

Para piorar, além da grande quantidade de fezes nos locais onde os animais eram mantidos confinados, havia também muitos vermes, larvas e baratas. “Esses animais, que na verdade são muito limpos, quando têm espaço suficiente normalmente não sujam o local onde comem ou dormem. Eles foram forçados a viver em meio às fezes”, critica a PETA.

E acrescenta: “Este vídeo destaca apenas uma fazenda, mas a crueldade na indústria suína é rotineira. Você pode poupar os porcos desse sofrimento deixando de consumir carne de porco. Com tantas opções deliciosas e saudáveis, nunca foi tão fácil deixar alimentos de origem animal fora do seu prato.”