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Elefanta asiática chora pela morte de um filhote que pode não ser dela

Elefanta asiática chora pela morte de um filhote que pode não ser dela

Os veterinários locais tiveram que espantar a elefanta que atacava os médicos quando eles tentavam se aproximar do filhote

Vídeo registrado pelos especialistas

Em março de 2017, na Índia, uma elefanta avistou de longe um filhote debilitado e correu 40 metros até animal — que mal conseguia se mexer — a fim de tentar reanimá-lo.

No entanto, o elefantinho não aguentava mais em pé e desmoronou diante da fêmea impotente, que começou a gritar com força, incapaz de ajudar o pequeno a se levantar.

A fêmea permaneceu acariciando o filhote, em um momento que pareciam ser os últimos momentos do animal, ela continuou tentando ajudar o filhote a se levantar, mexendo em suas patas, tocando o animal com delicadeza. No entanto, duas horas e meia depois, ele parou de respirar e morreu.

Os veterinários locais tiveram que espantar a elefanta que estava atacava os médico, quando eles tentavam se aproximar do filhote. Somente depois de espantarem o animal, eles conseguiram comprovar que o elefantinho tinha uma grave ferida na cabeça, provavelmente causada pelo ataque de um tigre.

A reação da elefanta foi registrada por uma equipe de cientistas e eles acham que o filhote não era dela, uma vez que, em geral, as elefantas com filhotes apresentam mamas aumentadas, já que estão amamentando, mas não era o caso do animal.

“Por isso, suspeitamos que possa não ser a mãe do filhote”, diz Nachiketha Sharma, pesquisador da Universidade de Kyoto (Japão) e do Centro de Ciências Ecológicas da Índia ao site El País (18).

E continua: “Este caso, de fato, é muito interessante porque, se ela não tinha um relacionamento com a cria, por que respondeu e tentou ajudar? Isto gera muitas perguntas importantes”, afirma Sharma, um dos coautores do estudo.  As pesquisas sobre elefantes africanos mostram que eles reagem tristemente à presença de outros elefantes mortos, independentemente de terem ou não uma relação de parentesco.

Confira o vídeo AQUI: