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Dia Mundial da Girafa: espécie enfrenta extinção silenciosa

Dia Mundial da Girafa: espécie enfrenta extinção silenciosa
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Hoje, dia 21 de junho, é celebrado o Dia Mundial da Girafa. A data foi comemorada pela primeira vez em 2014 e é uma iniciativa da organização Giraffe Conservation Foundation para alertar a população mundial sobre a importância da preservação da espécie. O dia 21 de junho foi escolhido por ser o dia mais longo do ano no Hemisfério Norte e a noite mais longa do ano no Hemisférico Sul em alusão ao tamanho das girafas, que são os animais mais altos do mundo.

A data pede reflexão. As populações de girafas caíram em até 40% nos últimos 30 anos devido a ameaças que incluem o comércio de partes, bem como perda de habitat, caça e guerra civil. Especialistas classificam que a espécie sofre uma “extinção silenciosa”. Em dezembro de 2018, as girafas entraram pela primeira vez na lista da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que administra relatórios sobre as espécies ameaçadas de todo o mundo.

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Segundo o New York Times, existem nove subespécies de girafas. Cinco delas estão em declínio em números, duas estão melhorando e uma está estável. Duas subespécies do animal terrestre mais alto do mundo, a girafa kordofan e a girafa núbia, foram adicionadas à lista de animais “criticamente ameaçados”. Essas subespécies de girafas são encontradas principalmente na África Oriental, Central e Ocidental. Outra subespécie que vive no Chifre da África, a girafa reticulada, foi listada como “ameaçada de extinção”.

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O preço da negligência

As girafas nunca foram consideradas como uma grande ameaça de desaparecer, mas a verdade é que elas tem diminuído constantemente em número ao longo dos anos. As populações cada vez menores de espécies de girafas, algumas tão baixas que chegam a apenas 400 indivíduos, aconteceram tão silenciosamente que quase ninguém teve uma ideia dos animais terrestres mais altos chegando tão perto de desaparecer da face do planeta. Elas são mais ameaçados do que qualquer gorila.

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A razão para a extinção da espécie não é novidade: os seres humanos são a raiz do problema. O aumento da urbanização, a caça e a agitação civil em partes da África provam ser um perigo crescente para as girafas. O principal motivo de preocupação é que a espécie está perdendo seu habitat principalmente por causa da terra que está sendo invadida e tomada para agricultura, mineração ou construção.

As girafas já desapareceram de sete países – Eritreia, Guiné, Burkina Faso, Nigéria, Malawi, Mauritânia e Senegal.