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Cuidados básicos para se ter com os animais e dicas de recreação

Cuidados básicos para se ter com os animais e dicas de recreação

Como ficam os banhos, passeios, higienização das patas e preenchimento do longo tempo em casa?

Foto Pexels/Pixabay

A vida dos tutores de animais mudou e a dos animais também por causa da pandemia da covid-19. Os passeios com os cães ainda são permitidos, mas devem ser curtos, em locais de pouca circulação de pessoas e obedecendo a vários cuidados. Muita gente que levava os animais para banhos frequentes nas pet shops também terá que mudar os hábitos e, se possível, banhar os cães em casa.

Segundo Andressa Felisbino, veterinária da DrogaVET, os animais domésticos não contraem ou transmitem o novo vírus, mas podem carregar baixa carga viral por meio dos pelos e patas, caso sejam expostos a um ambiente contaminado. “Para evitar que isso aconteça, deve ser feita a higienização completa das patas com lenço umedecido e não há a necessidade de aumentar a frequência de banhos do animal. A rotina deve continuar a mesma. Banhos uma vez por semana ou a cada quinze dias, conforme a necessidade”, comenta.

E para os banhos em casa ela recomenda: “É importante ter cautela com a água próxima à região dos ouvidos e secar os pelos do animal corretamente para evitar dermatites, infecções e proliferação de fungos”.

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Além da higienização do animal, ela sugere limpar o ambiente, se possível, uma vez ao dia: “Para a casa em geral, recomendamos que seja feito o uso de produtos à base de hipoclorito de sódio, popularmente conhecido como água sanitária, mas evitar usá-la nos locais onde o animal fica acomodado por mais tempo. Nesses locais, a recomendação é para que a limpeza seja feita apenas com amônia quaternária. O produto possui baixa toxidade e pode ser encontrado facilmente em pet shops”.

Diante do longo período de isolamento, a veterinária diz que alguns animais podem vir a desenvolver ansiedade, estresse e depressão: “É preciso estar atento ao comportamento do animal e aos prováveis sintomas como tristeza profunda, falta de apetite e a rejeição ao toque físico. O estresse pode provocar ainda coceira constante, diarreia, respiração ofegante e agressividade”.

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Algumas alternativas para driblar o estresse são: subir e descer escadas do prédio ou de casa, jogar a bolinha para ele buscar, usar brinquedos interativos ou, ainda, montar um circuito com cadeiras em um corredor. Outros entretenimentos incluem o famoso cabo de guerra (em que o tutor puxa uma corda de um lado e o cachorro do outro); ração dentro de garrafa (coloque um pouco de ração dentro de uma garrafa pet com pequenos furos para que os grãos não passem com facilidade, mas com tamanho suficiente para que saiam aos poucos); brincadeira de esconde-esconde e caixa de papelão para os gatos.