Vida

Cachorro permanece ao lado de corpo de tutor que morreu atropelado

Cachorro permanece ao lado de corpo de tutor que morreu atropelado
Foto: PRF/Divulgação

Um cachorrinho sem raça definida permaneceu ao lado do corpo de seu tutor, um jovem de 23 anos, que morreu após ser atropelado na BR-119 na madrugada desta terça-feira, em Porto Velho no estado de Rondônia. Segundo a Policia Rodoviária Federal (PRF) o animal já estava lá quando a unidade chegou para prestar socorro e permaneceu até que o corpo fosse levado para o Instituto Médico Legal (IML).

Segundo a Polícia Rodoviária Federal o rapaz estava caminhando pela pista no sentido Humaitá (AM) quando foi atropelado por um veículo que ainda não foi identificado. O agressor fugiu do local sem prestar qualquer tipo de auxílio a vítima que infelizmente faleceu no local.

O cachorrinho que muito provavelmente seria do rapaz permaneceu no local durante toda a madrugada velando o corpo de seu tutor, e acompanhou todo o procedimento realizado pelos policiais, até que o corpo fosse recolhido do local e encaminhado ao Instituto Médico Legal para que fosse feito o reconhecimento familiar.

A policia não informou o destino do cachorrinho.

Um caso semelhante ocorreu no Rio Grande do Sul em fevereiro deste ano:

O amor que nada espera, a lealdade a toda prova e a compaixão são marcas intrínsecas dos animais e não faltam exemplos que comprovem a grandiosidade e elevação das emoções e atitudes destes nobres seres indefesos, ainda que, infelizmente, isso fique em maior evidência em situações terríveis, como a que viveu o cãozinho Scobby, na cidade de Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul.

Ele viu seu tutor, Rogério Lemes, de 32 anos, ser morto na madrugada de quarta-feira (12), no bairro Divisa. Câmeras de segurança mostram que o cachorro ainda correu atrás do assassino que golpeou seu tutor com um objeto perfurante após uma discussão. Rogério tinha uma oficina de automóveis e vizinhos e testemunhas afirmam que ele e Scooby eram inseparáveis.

O cãozinho estava com Rogério há dois anos. Ele recusou se distanciar do seu tutor durante toda a madrugada e se manteve presente também durante a perícia, investigações iniciais e até mesmo com a chegada de agentes funerários para o transporte do cadáver.