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'AS FAKE NEWS PODEM ACABAR COM A VIDA DAS PESSOAS': diz paraibana, doutora em comunicação

'AS FAKE NEWS PODEM ACABAR COM A VIDA DAS PESSOAS': diz paraibana, doutora em comunicação

Nunca se falou tanto em notícias falsas como o período turbulento em que estamos vivendo. As famosas Fake news são recorrentes na imprensa, alvo de disputas acaloradas entre grupos políticos que acusam inclusive essas notícias falsas de serem responsáveis pela eleição do atual presidente.

Debates político partidários à parte, a imprensa deve sempre manter-se atenta às possíveis consequências que uma notícia falsa pode trazer para os envolvidos colocando em xeque a credibilidade dos veículos e comunicadores.

Barrigadas sempre existiram na imprensa tradicional, mas o que vemos agora é a velocidade em que os fatos acontecem e repercutem (principalmente nos veículos online) dentro das redações.

 As redes sociais viraram extensões das redações onde circulam informações ditas exclusivas, enchendo os olhos dos comunicadores que anseiam pelo furo noticiando informação falsa como sendo verdadeira.

A nossa reportagem conversou com a professora Fabiana Siqueira do departamento de Jornalismo da UFPB. Ela destacou que o Fake News sempre existiu. De acordo com a professora o repórter tem por obrigação checar as informações e esgotar os processos de verificação e principalmente ter certeza de que as suas fontes são confiáveis. Ela lembrou também que atitudes apressadas de alguns profissionais comprometem a sua credibilidade e a dos veículos onde trabalham.

Também segundo Fabiana, a enxurrada de notícias falsas é muito perigosa, e que a ânsia de sair na frente e publicar algo sem verificar, pode provocar repercussões que impactam e transforma vidas de pessoas, mancham reputações, colocando inclusive em risco a vida de pessoas.

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A professora lembrou uma pesquisa sobre a credibilidade de veículos em relação a publicação de notícias falsas. De acordo com a pesquisa, o rádio seria o veículo com maior confiabilidade do público seguido da TV e em terceiro lugar estaria o jornal. Os portais de notícias teriam segundo a pesquisa o quarto lugar em confiança diante de veiculação de Fake News. Ela lembrou que os veículos tradicionais ainda têm espaço e visibilidade e que o público ainda confia nas informações que chegam desses meios.

Cabe a todos nós que fazemos parte da imprensa vestir a carapuça e assumirmos nossa responsabilidade diante do nosso papel na sociedade, checando sempre as informações, averiguando com o máximo de cuidado tudo que nos chega. Os veículos online carregam o estigma de falta de credibilidade talvez injustamente diante de tantos erros cometidos em todos os tipos de mídia, sejam elas tradicionais ou digitais.

Erros acontecem todos os dias, o que nos resta apenas é tentar agir com lisura, cuidado e responsabilidade e se alguma fonte ou nos induzir ao erro, devemos também ter a humildade em reconhecer e nos retratar.

Fonte: Polêmica Paraíba

Créditos: Alana Yaponirah