Política

Vereador aliado a Romero pede saída do ministro da Saúde e sugere que pandemia do Coronavírus não existe

Vereador aliado a Romero pede saída do ministro da Saúde e sugere que pandemia do Coronavírus não existe

Por meio das suas redes sociais o vice-líder do prefeito Romero Rodrigues na Câmara Municipal de Campina Grande (CMCG), Alexandre do Sindicato, ridicularizou as orientações do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e as recomendações internacionais e de especialistas em saúde que defendem a continuidade do distanciamento social como medida de contenção para a pandemia do novo coronavírus ou Covid-19. O aliados de Romero, pediu a saída do ministro do cargo.

“#ForaMandetta. Bom dia gente qual a mentira hoje do Coronavírus”, disse o vereador ao comungar com posições de aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que pedem a saída do ministro e o fim do distanciamento social. Alexandre apoia a cartilha do prefeito Romero Rodrigues da retomada do comércio em Campina em meio à pandemia do Covid-19 que no mundo já infectou mais de 1 milhão de pessoas. Veja os posts nas redes sociais do vereador:

Entretanto, a preocupação de Mandetta segue na contramão do posicionamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Por repetidas vezes, Bolsonaro ridicularizou a pandemia, chamou de “gripezinha” e disse que nele o vírus sequer teria efeito, já que tem “histórico de atleta”. O político também promoveu acúmulo de pessoas e provocou brasileiros a deixar o isolamento.

“Olho para a ciência. Vamos nos pautar por isso até o limite de tudo que tivermos na frente. Sempre. Se isso faz barulho, para mim é secundário, terciário ou quartenário. Querem me trazer sugestão, quem quiser de direito, tragam com ciência, pesquisa e referendado pelo Conselho Federal de Medicina”, disse o ministro.

A gestão do prefeito Romero Rodrigues também vem sendo investigada na ‘Operação Famintos’. As investigações foram iniciadas a partir de representação autuada no MPF, que relatou a ocorrência de irregularidades em licitações na Prefeitura de Campina Grande (PB) na gestão de Romero/Enivaldo, mediante a contratação de empresas “de fachada”. Com o aprofundamento dos trabalhos pelos órgãos parceiros, constatou-se que desde 2013 ocorreram contratos sucessivos, que atingiram um montante pago de R$ 25 milhões.