Política

R$ 3,8 BILHÕES: PT da PB defende aumento no financiamento público de campanhas eleitorais

R$ 3,8 BILHÕES: PT da PB defende aumento no financiamento público de campanhas eleitorais

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O Partido dos Trabalhadores na Paraíba (PT) defendeu, nesta sexta-feira (06), o aumento no fundo de financiamento público de campanha, que deve atingir R$ 3,8 bilhões de reais em 2020. A ampliação dos valores foi aprovada na Comissão Mista de Orçamento do Congresso nacional. O custo contraria à vontade do governo Bolsonaro, que previa um gasto de 2 bilhões com a campanha eleitoral.

Para o presidente do PT no estado, Jackson Macedo, a ampliação dos recursos favorece a solidificação do financiamento público e fortalece o combate à corrupção. Para ele, no entanto, outras áreas do orçamento federal não devem ser atingidos pela medida. “A fim de combater o envolvimento das grandes empresas, do financiamento privado que traz corrupção. Isso é uma rubrica específica do orçamento. Defendo exclusivamente o financiamento público”, disse. O PT receberá R$ 384 milhões com a aprovação das mudanças, o que representa a maior cifra. entre os partidos.

Uma das lideranças do Partido Novo na Paraíba, Marília Dantas, tem um pensamento diferente. Para ela, o financiamento de campanha não deveria ser prioridade do Congresso. Dantas apontou que os recursos não são utilizados de forma igualitária entre os candidatos e servem para perpetuar maus políticos no poder. “Há prioridades mais importantes. Esses recursos deveriam ser destinados à saúde, para educação e para segurança. Temos 100 milhões de brasileiros que não têm acesso a saneamento básico. Esses recursos são financiados por alguns caciques políticos que definem quem vai receber recursos”, ressaltou.

Recursos retirados de outras áreas

Para ampliar os recursos das campanhas municipais, o Congresso prevê cortes em saúde, educação e infraestrutura. Segundo um levantamento do jornal Folha de São Paulo, o aumento do financiamento eleitoral só foi possível após a redução nas despesas de diversos ministérios, que afetou mais áreas com impacto social. Os maiores cortes foram em saúde (R$ 500 milhões), infraestrutura e desenvolvimento regional (R$ 380 milhões), que inclui obras de habitação, saneamento. A redução em educação chegou a R$ 280 milhões.

O novo montante irá ainda à votação do relatório final na Comissão Mista do Orçamento. Depois, o plenário do Congresso analisará a proposta em sessão prevista para o dia 17 de dezembro.