Política

'INTIMIDADE INSTITUCIONAL PROMÍSCUA: Estávamos enganados sobre as boas intenções do juiz e do procurador', diz Sheherazade

'INTIMIDADE INSTITUCIONAL PROMÍSCUA: Estávamos enganados sobre as boas intenções do juiz e do procurador', diz Sheherazade

A  jornalista Rachel Sheherazade criticou nesta quarta-feira (12), em vídeo, o teor das mensagens vazadas sobre o então juiz Sergio Moro e o procurador federal Deltan Dallagnol. “A relação entre juiz e promotor foi promíscua e não adianta culpar a imprensa pelo vazamento”.

“Se comprovada a veracidade desses diálogos e tudo indica que sim, essas mensagens são um verdadeiro ataque ao estado democrático de direito. Essas mensagens provam o quanto nós estávamos enganados tanto com as boas intenções do juiz quanto do procurador. Os vazamentos estratégicos e seletivos antes da eleição presidencial, a ascensão de Moro a ministro de estado e a revelação dessa intimidade institucional promíscua entre Moro e Dallagnol provam que por trás da luta contra a corrupção, que é justa, havia sim um projeto de poder político que se concretizou com a nomeação de Moro para ministro da Justiça de Jair Bolsonaro. A relação entre juiz e promotor foi promíscua e não adianta culpar a imprensa pelo vazamento e nem achar os jornalistas para que revelem a fonte. Nós, jornalistas, temos o dever de publicar aquilo que não querem que seja publicado”.

Ela afirmou ainda que trabalhou 17 anos no poder judiciário e que entende como ele funciona. “O juiz deve ser a figura neutra no processo. O julgador tem que se manter equidistante do réu e do órgão acusador. A imparcialidade do juiz é vital para o cumprimento das leis. O juiz não pode orientar nenhuma das partes e nem interferir na instrução penal. Não é um desvio ético, mas um vício processual que pode tornar nula até a sentença”.

Assista na íntegra:

Fonte: Polêmica Paraíba

Créditos: Polêmica Paraíba