Política

CPMI das fake news | Empresário cita disparos em massa para Haddad, Meirelles e Bolsonaro

CPMI das fake news | Empresário cita disparos em massa para Haddad, Meirelles e Bolsonaro

O empresário Lindolfo Antônio Alves, sócio da agência de marketing digital Yacows, confirmou em depoimento que prestou serviços de disparos em massa para as campanhas de 2018 de Henrique Meirelles, Fernando Haddad (PT) e do presidente (sem partido). Em uma lista que entregou para a CPMI, ele também citou a deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) e o deputado Rui Falcão (PT-SP).

O empresário confirmou que prestou serviços para a agência AM4, que trabalhou na campanha de Bolsonaro. Segundo ele, o serviço contratado foi para envios de 20 mil mensagens de whatsapp, mas que só 900 foram utilizadas. Alves disse desconhecer o conteúdo das mensagens disparadas para 900 números de telefone.

Já sobre Haddad, o empresário afirmou que foi contratado por uma outra empresa que trabalhava para a campanha do petista. Já com Meirelles, a compra teria sido direta. Ele negou que tenha prestado serviço ao então candidato à presidência Ciro Gomes (PDT).

"Henrique Meirelles, sim. É importante salientar que nós temos diversas revendas à agências que vendem os nossos serviços. Ciro Gomes não me recordo de absolutamente nada. Não está a lista, logo não fizemos. Fernando Haddad foi um caso específico porque uma agência que acredito que faça campanha para ele já utilizava a plataforma e utilizou a nova ferramenta", disse.

Em nota, a AM4 afirmou que já esclareceu, em outras ocasiões, que jamais usou (e não recomenda a seus clientes a utilização de) bancos de dados comprados para fazer disparos de WhatsApp, por considerar a tática invasiva e, por isso mesmo, ineficiente. "No caso de campanhas eleitorais, ainda pior, por se constituir uma ilegalidade", afirmou.

"Já foi esclarecido, também, que o serviço contratado pela AM4 foi para o envio de tão somente 8 mil mensagens para celulares de doadores de campanha, previamente cadastrados, para informar mudança no telefone de suporte. A cópia dessa mensagem e a nota fiscal do serviço, no valor de R$ 1.680 provam isso", disse a AM4.