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Haddad afirma que parte dos brasileiros apoia o autoritarismo e que Bolsonaro cultiva ditadura

Haddad afirma que parte dos brasileiros apoia o autoritarismo e que Bolsonaro cultiva ditadura

O ex-ministro da Educação, ex-prefeito de São Paulo e candidato à Presidência em 2018, Fernando Haddad (PT-SP), 57 anos, afirma que o presidente Jair Bolsonaro deverá ser competitivo numa eventual disputa pela reeleição em 2022, caso permaneça no cargo até lá.

Haddad analisa que uma parte da população brasileira simpatiza com regimes autoritários. Essa fatia, que o petista diz acreditar estar ao redor de 20%, identifica-se com Bolsonaro. O petista deu entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, apresentador do programa Poder em Foco, uma parceria editorial do SBT com o jornal digital Poder360. Por causa da pandemia, Haddad participou por videoconferência.

Na conversa, o ex-ministro também fala sobre a atitude do governo federal ante a crise do coronavírus. Diz que falta comprovação às acusações de Sergio Moro contra o presidente. E afirma que talvez seja necessário dar dinheiro a pequenos empresários para atravessarem a pandemia, numa espécie de versão empresarial do auxílio emergencial de R$ 600 já concedido a pessoas de baixa renda.

“Existe 1 contingente de brasileiros que apoia regimes de força. É uma coisa antiga. Se você rememorar nossa história republicana, a quantidade de vezes em que a violência foi adotada para resolver problemas é muito frequente. Tem no imaginário das pessoas a ideia de que a força, a violência, vai resolver os problemas econômicos e sociais do país”, declara o ex-ministro.

“Eu tenho a convicção de que ele [Bolsonaro] vai exercer o poder absoluto, se puder. Ele não é 1 democrata”, afirma. Em diversas ocasiões Jair Bolsonaro já demonstrou seu apreço pelo regime militar instaurado com o golpe de 1964 e que durou até 1985. “Ele cultiva a ditadura”, afirma Haddad. O presidente da República tem participado de atos com viés autoritário em Brasília. Ele nega, porém, que queira fechar Congresso ou STF (Supremo Tribunal Federal), alvos contumazes das manifestações.