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Em breve iremos flutuar entre cidades | Novo transporte hipersônico faria trajeto Rio-SP em 29 minutos

Em breve iremos flutuar entre cidades | Novo transporte hipersônico faria trajeto Rio-SP em 29 minutos

Divulgação/ Virgin Hyperloop One

Nessa volta de férias uma das coisas que mais incomoda todos nós é o trânsito. Recém-saídos de uma rotina de poucos dias em que a cidade fica mais tranquila por conta das escolas e viagens, retomamos a vida de trabalho e congestionamentos.

Com cerca de 50% da população mundial morando em grandes cidades, as aglomerações tornam a rotina da população e seus deslocamentos insustentáveis. É estimado que até 2030 esse número deve subir para 60% da população mundial considerada urbana, assim como o aumento do número de megacidades com mais de 10 milhões de habitantes e a venda de mais de 125 milhões de carros no mundo.

O problema da mobilidade urbana no Brasil não é diferente. Ao longo dos anos criamos uma cultura de transporte individual rodoviário com investimentos do governo voltados para melhorias de tráfego de automóveis e pouco no transporte coletivo. Por conta disso, boa parte da população segue comprando carros e motocicletas. De 2008 a 2012, por exemplo, o percentual de domicílios que possuía automóvel ou motocicleta subiu de 45%, em 2008, para 54% de posse, em 2012, sendo que as classes de renda mais baixas tiveram os maiores crescimentos da taxa de posse de veículos privados e, por consequência, a demanda de uso de transportes públicos vêm caindo.

Não estamos prontos para essa realidade e seus efeitos: maior tempo de deslocamento, insustentabilidade ambiental, maior número de acidentes…

Soluções?

Multimodais! Na nova onda tem se falado muito em carros autônomos, patinete, Uber, compartilhamento de bicicletas, compartilhamento de veículos e assim por diante. Mas caso ainda não tenham percebido, boa parte dessas soluções seguem priorizando o transporte individual em detrimento do coletivo. Esses modais são sim essenciais para a melhoria na mobilidade urbana, porém quando integrados ao bom e funcional transporte público.

Futuro do transporte coletivo

Você já ouviu falar em Hyperloop?

O novo modelo de transporte de cargas e pessoas hipersônico que foi anunciado por Elon Musk em 2013, funciona através de um tubo fechado onde o veículo é conduzido por propulsão elétrica e flutua no "trilho" por meio de levitação magnética. Tudo isso parece confuso, mas é apenas a explicação técnica para o que pode ser o transporte coletivo a trazer mudanças de paradigmas.

Como funciona?

Para se ter uma ideia, hoje demoramos 40 minutos num voo Rio-São Paulo, sem contar o deslocamento até o aeroporto, despacho de mala, espera, embarque, desembarque, retirada de bagagem e novo deslocamento até o ponto de chegada. Toda essa viagem deve custar no mínimo três horas e meia de deslocamento. Já com a Hyperloop o trajeto é prometido em 29 minutos. (p.s.: se quiser testar outras rotas e o tempo de distância entre elas, o site oficial oferece uma estimativa de rotas e tempo para qualquer lugar do mundo

O novo modelo ajudaria a eliminar barreiras de tempo e distância e traz a possibilidade de expansão das zonas de moradia para lugares mais distantes, além de ser considerado de energia limpa por não fazer emissão de carbono.

Teste importante em 2020

Até agora, a Virgin Hyperloop One operou apenas em pesquisa, desenvolvimento e prospecções para as suas primeiras rotas, mas sem a conclusão de nenhuma estação ou testes com passageiros comerciais.

Isso pode mudar este ano. É esperado que o primeiro trecho comercial seja inaugurado em meados de outubro, segundo o presidente Bibop Gresta. Com cerca de 10 km, a primeira fase do túnel que ligará Dubai e Abu Dhabi, está previsto para operar durante a Expo Dubai 2020 como uma primeira amostra antes de sua expansão.

Se esse passo se concretizar com sucesso, poderemos então dar boas-vindas ao novo modelo de transporte hipersônico, romper barreiras na mobilidade urbana e dar mais uma estrelinha de inovação para Musk.