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CÁSSIO FALA DA CRISE NO PSB: Minha vida não está um calvário agora essa guerra deles será resolvida "na polícia"

CÁSSIO FALA DA CRISE NO PSB: Minha vida não está um calvário agora essa guerra deles será resolvida

Exclusivo: Cássio diz que crise no PSB paraibano será resolvida “na polícia”

O ex-senador e ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) comentou, em declarações exclusivas a “Os Guedes” que a crise que rebentou no PSB da Paraíba, pelo controle da legenda, opondo o ex-governador Ricardo Coutinho ao governador João Azevêdo, não parece ser uma questão política. “É uma crise que caminha para ser resolvida na polícia”, ressaltou Cássio, referindo-se a ameaças de judicialização da disputa e ao próprio ato da Executiva nacional do PSB dissolvendo o diretório estadual e destituindo dirigentes da agremiação socialista. Também fez menção à “Operação Calvário”, que citou ex-secretários do governo Ricardo Coutinho envolvidos em irregularidades. Ele fez a ressalva de que está acompanhando “superficialmente” a queda-de-braço nas hostes socialistas locais, através de informações veiculadas em sites e portais noticiosos, já que se trata de um problema de outro partido. Uma outra revelação exclusiva de Cássio foi a de que não cogita disputar novamente a prefeitura de Campina Grande, nas eleições do próximo ano.

Cássio confessou que está numa das melhores fases da sua vida, dedicado à família e empenhado no trabalho de consultoria jurídica sobre temas políticos e variados, a partir de escritório baseado em Brasília. “Posso garantir que minha vida não está um calvário; muito pelo contrário”, ironizou, fazendo trocadilho com a denominada “Operação Calvário”, do Gaeco e Ministério Público, que detectou irregularidades em convênios firmados pelos governos socialistas na Paraíba com organizações sociais para gestão pactuada da Saúde pública, envolvendo hospitais como o de Emergência e Trauma de João Pessoa, o que provocou exonerações de secretários remanescentes da Era Ricardo Coutinho. A crise que eclodiu no PSB, embora “diga respeito aos filiados daquela legenda”, segundo Cássio, expõe mais uma faceta da luta intestina pelo poder naquele agrupamento político. “Assisto de camarote a essas coisas”, frisou ele.

Cunha Lima concluiu o mandato de senador em dezembro de 2018, após não ter conseguido reeleger-se num páreo pulverizado e num cenário que, como explicou na época, ocasionou “tsunami político” que varreu a conjuntura nacional, de que foi exemplo a ascensão de um “outsider” da política à presidência da República, como Jair Bolsonaro (PSL). Ele venceu duas eleições ao governo do Estado, foi prefeito de Campina Grande por três vezes, deputado federal, superintendente da Sudene e primeiro vice-presidente do Senado da República. As discussões sobre a reforma tributária, principalmente no âmbito do Senado, têm despertado a atenção de Cássio em Brasília. Ele compara que se a Câmara Federal teve protagonismo na reforma da Previdência, o Senado é o grande protagonista na apreciação da reforma tributária, até por se tratar de matéria que envolve a Federação.

Por último, o ex-governador garantiu que considera extremamente remota a hipótese de voltar a disputar a prefeitura de Campina Grande nas eleições do próximo ano. “Essa perspectiva não está no meu horizonte. Devo tudo a Campina Grande, tive o privilégio de governá-la por três vezes, mas não preciso de mandato para ajudar o povo de Campina e a população da Paraíba, tanto que ainda recentemente intermediei junto ao governo de Taiwan a destinação de benefícios para João Pessoa, e tenho me mantido atento às demandas de interesse público junto, inclusive, a grupos empresariais que têm planos para investir na Paraíba, aproveitando as suas potencialidades”, enfatizou Cássio, confirmando contatos proveitosos que tem mantido com o empresário Luciano Hang, proprietário da Havan, com atuação segmentada no mercado automobilístico. Ele concluiu: “A Paraíba contará comigo sempre que me for possível colaborar em seu favor, como retribuição pelo muito que recebi em termos de confiança, estímulo e apoio”.

Fonte: osguedes

Créditos: osguedes