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Bolsonaro volta a dizer que Witzel usa polícia para ligá-lo ao caso Marielle

Bolsonaro volta a dizer que Witzel usa polícia para ligá-lo ao caso Marielle

O presidente Jair Bolsonaro disse na tarde deste sábado (14.dez.2019) que o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), está por trás de uma eventual nova reportagem que associe seu nome com o assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes.

“Você tem dúvidas de que o governo do Rio está atrás de mim? Tem dúvidas disso? Olha o caso do porteiro. Com todo respeito, acho que vocês [jornalistas], que não são delegados de polícia, conduziriam muito melhor o inquérito. Me acusar numa 4ª feira de que eu teria recebido 1 telefonema de 1 suspeito de ter matado a Marielle, eu estando em Brasília… Pelo amor de Deus, né”, disse Bolsonaro.

A declaração foi dada na saída do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República. Na ocasião, contou à imprensa que ia ao HFA (Hospital das Forças Armadas) para visitar 1 integrante da equipe que foi atropelado na noite desta 6ª feira (13.dez). Ele não mencionou quem é o funcionário.

Também na noite de 6ª feira, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente, compartilhou em sua conta no Twitter um vídeo no qual o deputado Otoni de Paula (PSC-RJ) afirma que uma reportagem “está sendo preparada” para vincular a família presidencial ao caso Marielle.

Otoni acusa Witzel de ter montado uma máquina no Estado do Rio de Janeiro que envolve “a Justiça”, “apadrinhamentos no MP” e “pegar dinheiro e colocar na [TV] Globo”. De acordo com ele, a reportagem seria divulgada até a noite deste domingo (15.dez) e teria conversas gravadas pela Polícia Civil entre 2 milicianos que teriam sido “armadas” para incriminar Bolsonaro e seus parentes.