Mundo

Ucrânia e Rússia começam a negociar nova troca de presos

Ucrânia e Rússia começam a negociar nova troca de presos

Ucrânia e Rússia começaram a negociar um novo intercâmdio de prisioneiros, após a troca de um total de 70 detentos entre os dois países em setembro, a primeira desde que a guerra eclodiu em Donbass, em 2014.

"Já começamos uma conversa com a Federação Russa sobre o intercâmbio de ucranianos - todos eles, incluindo os tártaros da Crimeia e outros ucranianos em território russo", disse o presidente ucraniano, Vladimir Zelenski, em Jerusalém, onde participa de eventos comemorativos do 75º aniversário da libertação de Auschwitz, o maior campo de morte nazista.

O chefe de Estado ucraniano, segundo um pronunciamento do seu gabinete, lembrou que existem duas listas para a troca de prisioneiros: uma acordada em Minsk com os separatistas pró-russos das autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, e outra com a Rússia.

Uma das principais promessas que Zelenski fez aos ucranianos quando tomou posse como presidente, em maio passado, foi que resgataria todos os prisioneiros ucranianos detidos por rebeldes pró-russos ou em prisões do país vizinho.

Em setembro, o chefe de governo da Ucrânia conseguiu chegar a um acordo com o presidente russo, Vladimir Putin, sobre a libertação de 35 pessoas, incluindo os 24 marinheiros capturados no Mar Negro pela guarda costeira russa e o cineasta Oleg Sentsov, vencedor do Prêmio Sakharov para a Liberdade de Pensamento do Parlamento Europeu.

A Rússia, por sua vez, recebeu de volta 35 outras pessoas que tinham sido detidas ou libertadas recentemente, incluindo o jornalista Kiril Vishinski, antigo chefe da agência estatal russa "RIA Novosti" na Ucrânia, e Vladimir Tsemakh, um suspeito e testemunha-chave na investigação sobre a queda do voo MH17, em julho de 2014, no leste da Ucrânia, com 298 pessoas a bordo.

Em 31 de dezembro, Zelenski e Putin apoiaram em uma conversa telefônica uma nova troca de prisioneiros entre os dois países, que incluiria precisamente os criminosos capturados pelas autoridades russas desde a anexação da península, em março de 2014.

Alguns dias antes, o Estado ucraniano e os separatistas pró-russos trocaram 200 prisioneiros de guerra na linha de separação de forças de Donbass, naquela que foi a primeira troca entre Kiev e os rebeldes desde 2017.