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Pai de Boris Johnson contraria recomendação e viaja para Grécia

Pai de Boris Johnson contraria recomendação e viaja para Grécia

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, ganhou um problema caseiro para resolver, já que seu pai, Stanley Johnson, admitiu ter viajado para a Grécia, onde possui uma segunda residência, apesar da recomendação do governo britânico de que os cidadãos realizem somente viagens essenciais ao exterior.

Embora Atenas tenha vetado voos diretos do Reino Unido até meados de julho, Johnson, 79 anos, chegou ao país ontem à noite com uma escala na Bulgária, segundo revelou hoje o tabloide britânico Daily Mail.

"Estou em Pelion (leste da Grécia) para uma questão comercial essencial. Estou tentando proteger minha propriedade contra covid-19, tendo em vista a próxima temporada de aluguel", disse o pai do premiê ao jornal britânico.

"Eu tenho que instalar medidas de distância (social) na propriedade, porque estão levando isso muito a sério aqui", disse Johnson, que, após a saída oficial do Reino Unido da União Europeia (UE), em 31 de janeiro, começou a solicitar a nacionalidade francesa para proteger seus direitos como cidadão comunitário.

O ex-deputado conservador (1979-1984) admitiu que "os gregos estão tentando evitar chegadas em massa do Reino Unido".

"Ainda assim, eles ficaram muito felizes por eu ter vindo. Tudo o que eles queriam saber (na fronteira) era de onde eu vinha e o que estava fazendo", afirmou.

Um porta-voz do governo enfatizou que a recomendação de não viajar para o exterior ainda permanece, mas que "é responsabilidade de cada indivíduo tomar decisões por si próprio".

Outras quebras de quarentena

Em meados de março, alguns dias antes de todos os bares e restaurantes serem obrigados a fechar para impedir a propagação da covid-19 no Reino Unido, Stanley Johnson optou por desconsiderar os avisos oficiais, que recomendavam manter distância social e ficar em casa.

"É claro que irei ao pub se precisar ir a um pub", disse o pai do chefe de governo.

Stanley Johnson pediu hoje ao governo que negocie "pontes aéreas" o mais rápido possível para facilitar a chegada de turistas britânicos à Grécia.

"Pelo que vi quando cheguei aqui, os britânicos não serão um perigo para os gregos, pois estão sendo muito cuidadosos aqui", afirmou.

O governo britânico espera revelar antes do final da semana uma lista de cerca de 75 países para os quais os residentes no Reino Unido poderão viajar sem ter que passar por uma quarentena de 14 dias em seu retorno para casa.