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Modi comemora reeleição na Índia como 'vitória da democracia'

Modi comemora reeleição na Índia como 'vitória da democracia'

Partido BJP e aliados conseguiram mais da metade das cadeiras do parlamento para governar em maioria. Primeiro-ministro foi reeleito

Da EFE

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, classificou nesta quinta-feira (23) os resultados das eleições como uma "vitória da democracia", já que seu partido venceu na

"Nenhum indivíduo ou partido estava lutando nas eleições, mas o povo da Índia estava. Hoje, o povo da Índia me deu a razão e a Índia ganhou. A democracia ganhou", disse ele no seu primeiro discurso público do dia.

Na porta da sede do partido nacionalista hindu BJP, em Nova Délhi, onde foi recebido por centenas de seguidores e ministros, Modi disse que terá maioria para governar e que os "vão garantir um futuro brilhante para o país".

O líder, que já tinha dado por certa a vitória em uma série de mensagens no Twitter, foi recebido pelo presidente do BJP, Amit Shah, que deve ganhar um ministério importante na nova formação do gabinete.

Depois de caminhar entre a multidão que se amontoava no local, apesar da chuva, Modi subiu ao palco para saudar o público.

"Esta não é uma vitória de Modi, mas uma vitória dos indianos que pedem honestidade. É uma vitória das mulheres com respeito próprio e que não tinham acesso a um vaso sanitário", disse, em aparente referência às acusações de corrupção contra a oposição e a sua campanha para garantir banheiros à população de baixa renda.

Rahul Gandhi, presidente do principal partido da oposição, o Congresso dos Nehru-Gandhi, confirmou a derrota em entrevista coletiva algumas horas antes do pronunciamento do primeiro-ministro.

Várias pesquisas de boca de urna divulgadas no domingo passado já davam ao BJP e seus aliados mais de 280 cadeiras - mais da metade das 542 da Lok Sabha, o Parlamento -, número suficiente para formar governo em maioria.

Com uma participação que superou os 60%, estima-se que aproximadamente 600 milhões de indianos votaram para escolher os novos membros do Parlamento.