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Militares e civis fecham acordo para transição de poder no Sudão

Militares e civis fecham acordo para transição de poder no Sudão

Chefe da junta militar que atualmente governa o país africano vai liderar o processo de transição por 21 meses, segundo anúncio feito neste sábado (17)

Militares e civis fecham acordo para transição de 21 meses no Sudão

Do R7

O chefe da junta militar no poder no Sudão, Abdul Fatah al Burhan, será durante os próximos 21 meses o presidente do Conselho Soberano, responsável por dirigir o país durante a transição, segundo anúncio feito neste sábado pelo Conselho Militar Transitório.

O porta-voz do órgão, Shamsaldin Kabashi, anunciou os nomes de quatro dos cinco representantes que serão integrantes do Conselho Soberano por parte dos militares, enquanto outros cinco serão civis e outro será pactuado entre os grupos.

A presidência do órgão supremo de governo, que será formado oficialmente amanhã, ficará nas mãos de Al Burhan durante os 21 primeiros meses. Nos 18 meses seguintes, ficará a cargo de uma pessoa designada pela plataforma opositora Forças da Liberdade e da Mudança.

Também estará no Conselho Soberano o vice-presidente do Conselho Militar Transitório, o general Mohammed Hamdan Dagalo, conhecido como 'Hemedti' e considerado o homem forte dos militares. Foi ele quem ratificou a Constituição transitória hoje. A lista tem ainda o próprio Kabashi e o tenente Yasser al-Ata, enquanto o quinto membro ainda não foi anunciado.

As Forças da Liberdade e da Mudança e a junta militar ratificaram hoje a Carta Magna que servirá de guia para os próximos três anos e três meses de transição. Amanhã, a junta será dissolvida, e será formado o Conselho Soberano.

Com 40 milhões de habitantes, o Sudão começou um processo de transição em 11 de abril, com a , após meses de protestos nas ruas pela crise econômica, a inflação e a escassez de produtos básicos.

Meses mais tarde, as Forças da Liberdade e da Mudança e a junta militar chegaram a um acordo para dividirem o poder durante a transição, até a realização de eleições com garantias democráticas