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Estrela de "The Cove" coordena o primeiro centro de reabilitação de golfinhos em cativeiro do mundo

Estrela de
Pixabay

O acampamento Lumba Lumbra, na Indonésia, é o primeiro centro permanente de reabilitação para golfinhos em cativeiro.

O local – localizado em Kemujan, Karimun Jawa – foi construído pelo Departamento Florestal Central de Jakarta, pela Rede de Ajuda Animal de Jakarta, e pelo Projeto Golfinho em 2011. Este último, uma instituição sem fins lucrativos dedicada à proteção de golfinhos, administra o centro.

O ex-treinador de golfinhos e estrela do documentário de 2019 “The Cove”, Ric O’Barry, criou o Projeto Golfinho – que também administra o Santuário de Golfinhos de Bali, o primeiro santuário permanente de acolhimento de golfinhos do mundo – depois de perceber o prejuízo que os cativeiros causam nos mamíferos marinhos.

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Durante 10 anos, O’Barry trabalhou na indústria de cativeiro de golfinhos. Ele treinou os cinco golfinhos que apareceram em “Flipper”, uma série televisiva da década de 60 sobre duas crianças e seu golfinho domesticado. Depois que um daqueles golfinhos morreu em seus braços, ele mudou de ideia. Nos anos desde o ocorrido, ele tem dedicado sua vida à proteção de golfinhos e argumentado contra cativeiros.

Enquanto gravou “The cove”, O’Barry trabalhou com o cineasta Louis Psihoyos e a Sociedade de Preservação dos Oceanos para expor a captura de golfinhos e o abate em Taiji, Japão.

Outra chance de viver

Além do Acampamento Lumba Lumba e do Santuário de Golfinhos de Bali, O’Barry e o Projeto Golfinho está ajudando a ofertar aos golfinhos que vivem em cativeiro uma nova chance de viver.

Primeiramente, o Projeto Golfinho leva golfinhos de cativeiro confiscados para o Santuário de Golfinhos de Bali. Eles se recuperam no Santuário enquanto especialistas avaliam integralmente sua saúde e bem-estar.

Se os golfinhos são um candidato a reabilitação, são realocados para o Acampamento Lumba Lumba. Se não, eles permanecem no santuário para viver o resto de seus dias em paz.

Femke Den Haas, o coordenador do Projeto Golfinho na Indonésia, administra o Acampamento Lumba Lumba. Ele disse à Reuters: “frequentemente, eles desligam o sonar quando são mantidos em cativeiro, então essa é uma das principais tarefas da equipe aqui, prepará-los para suas vidas na natureza”.

Atualmente, há mais de 3.000 golfinhos em cativeiro no mundo. Segundo O’Barry, o Projeto Golfinho espera construir mais santuários e centros de reabilitação pelo mundo. Ele diz: “É um modelo. Ele pode ser duplicado. E nós estamos tentando fazer isso na Europa também, na Itália e em Creta”.