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Eritreia lidera lista de países que mais censuram mídia no mundo

Eritreia lidera lista de países que mais censuram mídia no mundo

Coreia do Norte e Turcomenistão ficam em segundo e terceiro lugar. Comitê analisou apenas países em que governos controlem os veículos de imprensa

Giovanna Orlando, do R7

A Eritreia, na África Oriental, é o pais que mais censura jornalistas e a mídia, segundo o Comitê para Proteção de Jornalista.

Na lista divulgada pelo órgão, eles destacam que o país tem o maior número de profissionais presos e sem julgamento até o momento, além de ter fechado os veículos de mídia independente.

Na lista ainda estão presentes a Coreia do Norte, que controla todos os veículos oficiais de notícias, além de não permitirem a presença de correspondentes internacionais e darem poucas notícias do resto do mundo.

O Turcomenistão aparece em terceiro lugar, com o culto à imagem do presidente Gubanguly Berdymukhamedov, que controla todos os veículos de imprensa.

Os outros países inclusos na lista usam uma combinação de “encarceramento arbitrário e formas sofisticadas de vigilância e silenciamento da imprensa independente”, segundo explica o relatório.

Arábia Saudita, China, Vietnã, Irã, Guinea Equatorial, Belarus e Cuba fecham a lista de dez países que mais censuram e calam a mídia e em que os regimes autoritários conseguem controlar todos os veículos de informação, que acabam noticiando apenas o que é permitido pelo governo.

O Comitê destaca que na Arábia Saudita, China, Vietnã e Irã não apenas os jornalistas são presos e assediados, mas suas famílias também, além de monitorarem e censurarem conteúdos específicos nas redes sociais.

A internet também é usada de forma restrita nesses países. Na Eritreia, cerca de 1% da população tem acesso à rede, segundo a União Internacional de Telecomunicação das Nações Unidas. Para usarem os computadores, os habitantes do país precisam ir a cafés na cidade, em que conseguem facilmente ser monitorados.

A lista inclui apenas países em que os governos controlam a mídia. O Comitê destaca que, apesar da cobertura jornalística ser complicada em países como Síria, Iêmen e Somália, não é por culpa exclusiva de um regime repressivo.