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Empresas de agroexportação na Argentina viram foco de covid-19

Empresas de agroexportação na Argentina viram foco de covid-19

Três plantas agroexportadoras na província de Santa Fé, na região central da Argentina, incluindo uma da chinesa Cofco e outra da americana Bunge tiveram suas atividades afetadas após a detecção de casos de covid-19 entre funcionários.

Segundo o secretário geral do Sindicato dos Operários e Empregados do setor de Oleaginosas, Pablo Regueira, no caso da Cofco, 11 casos foram confirmados nesta terça-feira entre os trabalhadores da planta de moagem de grãos na cidade de Timbúes. Outro, na mesma fábrica, foi relatado no último sábado.

Regueira informou que, após a confirmação destes casos, que ocorreram em diferentes áreas da empresa, os trabalhadores da fábrica decidiram interromper a produção, e a própria empresa acabou respaldando a decisão.

"A Cofco decidiu paralisar todas as atividades, que já estava paralisada pelos funcionários", disse Regueira à emissora de rádio "LT8", da cidade de Rosário.

Além disso, um caso foi relatado na última sexta-feira em uma planta da Bunge em Puerto General San Martin, e as atividades também foram paralisadas pelos funcionários.

Ainda em Santa Fé, um caso foi confirmado no sábado em uma planta da Renopack, do grupo de agroexportação Vicentin.De acordo com o sindicato, a empresa decidiu parar a produção e mandar os trabalhadores cumprirem isolamento preventivo em casa.

O líder sindical disse que solicitou a intervenção das autoridades sanitárias e trabalhistas da província para verificar os protocolos sanitários nas plantas de processamento e exportação de grãos e subprodutos.

Panorama e expectativas

As autoridades sanitárias argentinas confirmaram 120 novas mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total de vítimas desde o começo da pandemia para 3.179, enquanto o presidente do país vizinho, Alberto Fernández, disse acreditar que o pico de infecções pelo novo coronavírus está se aproximando.

Alberto Fernández admitiu nesta terça que a Argentina está longe de ter superado a pandemia, mas, em sua visão, está se aproximando do pico da curva de contágio.

"É por isso que estamos tão reticentes com esta lógica de abertura, porque vemos como o contágio está crescendo, como os leitos estão sendo ocupados, como os cuidados intensivos estão crescendo, e infelizmente vemos quantas pessoas ficam no caminho. Queremos evitar que as pessoas fiquem doentes ou morram. É por isso que somos tão cautelosos", afirmou o chefe de governo durante a abertura de um hospital em La Matanza, na província Buenos Aires.