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Em Londres | Foto faz escola vetar calendário beneficente com veterinários nu

Em Londres | Foto faz escola vetar calendário beneficente com veterinários nu

A ideia era arrecadar dinheiro para a causa animal, mas o calendário de 2020 feito pelos estudantes de veterinária do último ano Royal Veterinary College, em Londres, sofreu um revés.

Em uma das fotos, um grupo de universitários aparece nu, segurando ovelhas pelos braços e usando os animais para cobrir as partes íntimas. A foto recebeu uma série de críticas nas redes sociais e a escola precisou se retratar.

A posição em que os estudantes aparecem com os animais seria o método "sem dor" usado por veterinários para examinar os pés dos animais disse a Associação Veterinária British Cattle (BCVA), que defendeu os alunos.

"Isso [o método] é amplamente reconhecido como seguro e sem dor para os animais. Como tal, o BCVA considera que chamar a atenção para esta imagem e esses estudantes é injusto (...) infundado e deve ser condenada", declarou a BCVA.

Em nota, o diretor da escola, Stuart Reid, reconheceu que o grupo pode ter errado no tom, mas criticou as ameaças e críticas exageradas recebidas pelos alunos.

"Com a publicação do calendário deste ano, houve uma reação muito significativa contra o RVC e nossos alunos. Algumas das ameaças recebidas foram obscenas, ameaçadoras e, na minha opinião, ilegais e serão relatadas às autoridades relevantes", diz a nota assinada por Reid.

O diretor ainda afirma que todo o trabalho foi feito com supervisão da sua equipe. "Para deixar claro, o atual grupo de estudantes seguiu uma tradição e estava produzindo o calendário com a intenção de apoiar causas de instituições de caridade. Além disso, eles fizeram isso com o conhecimento de alguns dos meus funcionários", diz a nota.

Reid reconheceu que a foto possa ser de mau gosto para algumas pessoas e retirou o calendário de circulação. "Aprenderemos lições sobre valores compartilhados, comunicação oportuna, apoio aos nossos alunos e a necessidade de entender um mundo em mudança. Nenhum aluno está sendo responsabilizado, individual ou coletivamente, e trabalharemos juntos para garantir que esses eventos não ocorram novamente", afirmou ele.