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Casos passam de 110 mil | Itália registra 727 mortes nas últimas 24 horas, menor nº diário desde 26/3

Casos passam de 110 mil | Itália registra 727 mortes nas últimas 24 horas, menor nº diário desde 26/3

A Itália registrou 727 mortes em decorrência do novo coronavírus nas últimas 24 horas, elevando o número total de óbitos no país a 13.155, aumento significativamente menor do que o registrado ontem e o menor número diário desde 26 de março.

Em termos percentuais, esse foi o menor crescimento no número de mortes desde 28 de fevereiro, quando a Defesa Civil passou a divulgar um balanço por dia: 5,8%.

No entanto, o número de contágios chegou a 110.574, o que significa uma expansão de 4,5%, interrompendo uma sequência de cinco quedas seguidas. Apesar disso, esse é o terceiro balanço consecutivo com crescimento inferior a 5% nos novos casos.

Na Lombardia, o epicentro do surto italiano, os registros diários de mortes e casos aumentaram em comparação com o dia anterior, revertendo a tendência recente.

Segundo dados divulgados pela Agência de Proteção Civil, 16.847 pessoas se recuperaram totalmente até hoje, em comparação com 15.729 no dia anterior. Havia 4.035 pessoas em terapia intensiva.

A Itália registrou mais mortes do que qualquer outro país do mundo e representa cerca de 30% de todas as mortes globais em decorrência do vírus.

O maior número diário de vítimas da epidemia na Itália foi registrado na última sexta-feira (27), quando 919 pessoas morreram. Houve 889 mortes no sábado, 756 no domingo, 812 na segunda-feira e 837 ontem.

O ministro da Saúde, Roberto Speranza, confirmou hoje as medidas de confinamento, previstas para terminar em 3 de abril, serão prorrogadas até o dia 13, que cai na segunda-feira após a Páscoa, feriado no país.

As autoridades sanitárias locais dizem que o país atingiu o "pico" das infecções, mas explicam que este se mostrará na forma de um "platô", ou seja, a curva de contágios ainda levará um tempo para começar a cair.

A tendência de desaceleração é verificada há cerca de 15 dias, devido às medidas de confinamento impostas pelo governo. No entanto, como as UTIs italianas seguem saturadas, a diminuição no ritmo de contágio ainda demora a se refletir no número de mortes, que oscila a cada dia.

Também há questionamentos à mensuração feita pela Defesa Civil, já que a maior parte das regiões testa apenas pessoas que vão ao hospital. O próprio chefe do órgão, Angelo Borrelli, já admitiu que o número real de casos pode ser 10 vezes maior que o balanço oficial devido aos assintomáticos ou indivíduos com sintomas leves que não são rastreados.

* Com Ansa e Reuters