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Aeronave desaparecida | Avião levava aluno premiado e homem que sobreviveu a explosão

Aeronave desaparecida | Avião levava aluno premiado e homem que sobreviveu a explosão

Enquanto o Chile segue com as buscas pela aeronave da Força Aérea que desapareceu na última segunda-feira, as histórias das 38 pessoas a bordo começam a aparecer. Dos 38, 17 são tripulantes e 21 são passageiros. Entre eles há dois irmãos, um estudante que foi premiado com a viagem e um capitão do Exército que sobreviveu a uma explosão em 2007.

A família Mansilla vive horas de apreensão com a falta de notícias dos irmãos Jeremias Mansilla Díaz, de 27 anos, e Luis Mansilla Díaz, de 35. Eles embarcaram juntos na aeronave C-130. Jeremias era engenheiro e estava coordenando um projeto envolvendo circuitos elétricos na Antártida. Já o irmão mais velho era sargento da Força Aérea do Chile (FACH) e viajava como parte da tripulação.

Familiares dos irmãos Díaz contaram ao jornal "La Tercera" que um tio dos homens, que era piloto de helicóptero da Força Aérea Chilena nos anos 1980, sofreu um acidente parecido na Antártida.

O C-130 da FACH saiu da base aérea de Chabunco às 16h55 de segunda-feira, com destino à base Presidente Eduardo Frei Montalva, na Antártida, onde faria tarefas de apoio logístico. A partir das 18h13 não houve mais contato com a aeronave. Passadas mais de 7 horas da perda de contato, o avião foi declarado "acidentado" pela Força Aérea.

Outra passageira é a professora Claudia Manzo, de 37 anos, é a única mulher a bordo da aeronave. Professora, ela é geógrafa na Universidade Católica de Valparaíso. Ela é casada e mãe de um menino. Ela viajava com o estudante Ignacio Prada, que ganhou a viagem como prêmio pelo bom rendimento na universidade. Aos 24 anos, o mais jovem a bordo no avião estava terminando o curso de Engenharia Civil Química na Universidade de Magallanes.

O coronel Christian Astorquiza Oddó, de 50 anos, da FACH também está na aeronave. Em 2007 ele já havia virado notícia ao ter sobrevivido a uma explosão em uma fábrica da Famae (Fábrica e Armaria do Exército do Chile), em Talagante.

Ontem, o ministro da Defesa do Chile, Alberto Espina afirmou que vai "esgotar todas as formas de busca na procura pela aeronave e por eventuais sobreviventes".

Segundo informações divulgadas pela FACH, a aeronave é usada para transporte de carga, de pessoal, ajuda humanitária, transporte de brigadistas florestais e de pacientes. O avião tem 11,7 metros de altura por 29,79 metros de largura e envergadura de 40,41 metros.