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SEGUE PRESO: prefeito João Bosco Fernandes não paga fiança e família faz mobilização para conseguir R$ 522 mil

SEGUE PRESO: prefeito João Bosco Fernandes não paga fiança e família faz mobilização para conseguir R$ 522 mil

dinheiro - SEGUE PRESO: prefeito João Bosco Fernandes não paga fiança e família faz mobilização para conseguir R$ 522 mil

Continua preso o prefeito afastado de Uiraúna, João Bosco Fernandes, depois da decisão do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu liberdade ao gestor e ao assessor parlamentar Israel Nunes de Lima mediante o pagamento de fiança de R$ 522,5 mil à Justiça.

A reportagem do Polêmica Paraíba apurou que o prefeito não conseguiu juntar o valor necessário para fazer o pagamento da fiança, mas familiares e amigos fazem uma mobilização para juntar os recursos.

Nesta sexta-feira (03), apoiadores do prefeito chegaram a realizar uma comemoração em Uiraúna para celebrar a decisão do STF, mas o gestor não compareceu ao local da festa e continua detido na Penitenciária de Segurança Média Hitler Cantalice.

Em contato com a reportagem, a defesa de Bosco Fernandes confirmou a informação e acrescentou que está recorrendo da decisão para reduzir o valor da multa, que segundo o advogado, “está acima do razoável”. “A família está tentando levantar esse dinheiro. Não só a família, mas a legião de amigos, pessoas que gostam de Dr. Bosco e têm ele como uma pessoa humana, pessoa de bem, e estão tentando levantar esse valor para ver se conseguem efetuar o pagamento e depositar em juízo”, disse.

A prisão

João Bosco Fernandes está preso desde dezembro do ano passado, quando foi deflagrada a Operação Pés de Barro, realizada pela Polícia Federal, que investiga desvios de dinheiro na obra Adutora Capivara. No curso das investigações, a PF teve acesso a gravações do circuito interno de um hotel que mostram o prefeito recebendo propina e guardando o dinheiro na cueca.

Além de determinar o pagamento da fiança, Celso de Mello impôs medidas cautelares que deverão ser observadas por Bosco Nonato: “afastamento cautelar de João Bosco Nonato Fernandes do mandato de Prefeito Municipal, bem assim da proibição de seu ingresso tanto nas sedes da Prefeitura e de suas respectivas Secretarias quanto em todos os locais em que se exerça qualquer atividade administrativa relacionada ao Município de Uiraúna/PB, seja no âmbito da administração pública direta, seja na esfera da administração pública indireta”, escreveu.

Ao decidir pelo pagamento da indenização de R$ 522 mil, o ministro ressaltou “a satisfatória condição econômico-financeira desses acusados, e de outro, a estimativa monetária do dano alegadamento causado à Administração Pública pelas ações criminosas a eles atribuídas”, disse.

Pés-de-Barro

A Operação Pés-de Barro investiga desvios de recursos públicos destinados à construção da Adutora Capivara, localizada no município paraibano. As investigações revelaram que, entre outubro de 2018 e novembro de 2019, a empresa responsável pelas obras,recebeu dos cofres públicos R$ 14,7 milhões e, em decorrência da ação criminosa, repassou R$ 1,2 milhão ao parlamentar Wilson Santiago e R$ 633 mil ao prefeito João Bosco Fernandes, como propina.

Ontem, correligionários do prefeito afastado comemoraram a decisão do STF que libertou João Bosco. Leia: