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Pandemia no país | Brasil chega a 98.644 mortes com 1.226 novos óbitos em 24 horas

Pandemia no país | Brasil chega a 98.644 mortes com 1.226 novos óbitos em 24 horas

O Brasil chegou hoje a 98.644 registros de mortes causadas pela covid-19. De acordo com levantamento do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte, os dados das secretarias estaduais apontaram a inclusão nas últimas 24 horas de 1.226 novos óbitos em decorrência do novo coronavírus em todo o país.

Os números apurados pelo consórcio de imprensa também mostram que os estados incluíram 54.801 novos diagnósticos de covid-19 de ontem para hoje nos registros, o que eleva o total de infectados a 2.917.562, aproximando o Brasil também da marca de 3 milhões de casos.

A média móvel é de 1.038 registros de novas mortes por dia na última semana em todo o país. O consórcio de imprensa passou recentemente a divulgar esse dado, observado com base nos números de óbitos dos últimos sete dias. Essa operação é a mais adequada para acompanhar a tendência das estatísticas, por equilibrar as variações abruptas dos números ao longo da semana.

Ministério da Saúde inclui 1.237 novas mortes em 24 horas

O novo balanço publicado hoje pelo Ministério da Saúde indica que foram contabilizadas, nas últimas 24 horas, mais 1.237 novas mortes provocadas pela covid-19. O número de vítimas da pandemia do novo coronavírus agora chegou a 98.493 em todo o Brasil.

O governo federal também incluiu nos registros de ontem para hoje 53.139 novos diagnósticos confirmados da doença. O total de infectados agora no país está em 2.912.212.

O boletim do ministério indicou ainda que o país tem 766.059 pacientes em acompanhamento. Segundo a pasta, 2.047.660 casos já são considerados como recuperados.

Instituto vê chance de vacina para registro em outubro

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou hoje ser possível ter uma vacina contra a covid-19 pronta para registro em outubro. Em junho, o Butantan firmou parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac para produção e testes avançados de uma vacina. As declarações foram dadas em audiência pública virtual da para debater o desenvolvimento da imunização.

No momento, a vacina está sendo testada em cerca de 9.000 voluntários em seis unidades federativas —São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro— sob a coordenação e o acompanhamento do Butantan.

Se a vacina for clinicamente bem-sucedida, o Butantan a submeterá para registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Caso aprovada pela agência, poderá ser distribuída para o SUS (Sistema Único de Saúde) por meio do governo federal.

"Poderemos ter (a vacina) a partir agora de outubro. O processo de preparo para a formulação e o envase já se iniciou. Todos os processos de controle de qualidade e validação já se iniciaram. Então, poderemos ter a vacina. A grande pergunta é se estará registrada e aprovada pelo estudo clínico e poderá ser utilizada. Sou muito otimista. Acho que um prazo razoável seria janeiro de 2021 dado o desempenho até o presente momento", afirmou Covas.

Veículos se unem em prol da informação

Em resposta à decisão do governo (sem partido) de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa e assim buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes recentes de autoridades e do próprio presidente colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.