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Mau tempo | Prefeito compara chuva em BH a 'furacão ou terremoto'

Mau tempo | Prefeito compara chuva em BH a 'furacão ou terremoto'

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), comparou a chuva que vem atingindo Belo Horizonte há três dias a "um furacão, um terremoto".

A declaração foi dada hoje durante visita à Vila Bernadete, na capital mineira, onde duas pessoas morreram após um deslizamento. "O que aconteceu em Belo Horizonte é mais um furacão, um terremoto", afirmou Kalil.

De acordo com o Corpo dos Bombeiros, ao menos 13 pessoas morreram em todo o estado em virtude do mau tempo,

O prefeito negou que a responsabilidade seja do seu governo. "Essa água vem do céu, não vem de incompetência administrativa", disse o prefeito. Ele afirmou que não é herói para assumir uma culpa pelo que acontece há 50 anos no município,

"Peço desculpa, sou um cara indignado, trabalho feito cavalo e trabalho para a gente (...) Não sou herói de assumir o que não é (culpa minha). Em desastres, não há responsabilidades. Uma área de 50 anos estabilizada (sic) e agora acontece uma coisa dessa", afirmou Kalil.

O prefeito ainda disse, diante de moradores do Barreiro, que uma máquina da prefeitura irá auxiliar os trabalhos das equipes de Bombeiros no local, porque a situação do solo dificulta o trabalho dos bombeiros: "Se os bombeiros entrarem, podem ser soterrados, nunca imaginei que a terra pudesse estar tão molhada."

"Peço desculpas, eu acho sinceramente que nesse caso aqui, especificamente, a chuva veio do céu", afirmou.

Kalil explicou ainda que disponibilizou para os trabalhos de resgate "a maior equipe já montada". Segundo o prefeito, a Defesa Civil do município registrou mais de 500 chamadas, que foram atendidas em ordem cronológica e de gravidade.

"Nem se colocasse toda a Defesa Civil de Minas Gerais ia dar jeito. Acontece que trincou e desbarrancou, tem que sair de casa", comentou. Segundo Kalil, até o momento, 50 famílias foram removidas de suas casas no Barreiro.

O prefeito ainda alertou a população para a importância de se proteger e procurar colaborar com a Defesa Civil. "Agora é hora de alertar a população. A Defesa Civil não pode entrar na cidade de todo mundo (...) O plano diretor (de Belo Horizonte), que o empresariado bateu e gritou, serve para que isso não aconteça mais", disse.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), sobrevoou no início da tarde deste sábado (25), de helicóptero, a Vila Bernadete, no Barreiro.

Mais cedo, em Brumadinho (MG), Zema falou sobre as chuvas, disse que visitaria regiões afetadas e reclamou de famílias que voltaram para suas casas após serem removidas:.

"Infelizmente aconteceram algumas tragédias. Vale lembrar que algumas delas poderiam ter sido evitadas, porque foi informado que algumas famílias chegaram a ser removidas de suas moradias, que ofereciam riscos, e horas depois voltaram, se abrigaram lá e, depois, essas moradias foram soterradas."