Geral

Lutava contra câncer | Morre diretor de teatro Francisco Medeiros, o Chiquinho, aos 71 anos

Lutava contra câncer | Morre diretor de teatro Francisco Medeiros, o Chiquinho, aos 71 anos

Morreu nesta quarta (16) aos 71 anos, vítima do câncer, o diretor de teatro Francisco Medeiros.

O artista paulistano estava internado no Hospital AC Camargo, em São Paulo, onde lutava contra uma metástase.

Chamado carinhosamente na classe artística de Chiquinho, o artista foi um dos grandes encenadores da história recente do teatro brasileiro.

Entre 1979 e 1981, trabalhou no Theatre for Latin America, de Nova York, onde dirigiu seu festival de teatro em 1980.

Trabalhou com importantes nomes como Ruth Rachou, Elias Andreato, Cacá Carvalho, Bárbara Paz, Antonio Petrin e Denise Stoklos, entre outros.

Como renomado professor de teatro, formou diversas gerações de artistas, atuando na PUC-SP, Sesi-SP e na SP Escola de Teatro, onde foi coordenador do curso de Atuação, entre outras instituições da capital e do interior de São Paulo.

Artistas lamentam morte de Chiquinho Medeiros

"Chiquinho era muito generoso e conseguia tirar do ator o que ele queria, ia fazendo você entender o que ele desejava e fazendo você reagir. Às vezes, muitas coisas que ele propunha só faria sentido muito mais pra frente, e ele falava isso. O processo que passei com ele na SP Escola de Teatro enquanto ele coordenava o curso de Atuação foi assim e reverberou muito além dos dois anos de escola. Carrego comigo um aprendizado muito simples que mudou a minha forma de ver teatro e a vida: 'o que você tem para trabalhar no tempo que você tem para trabalhar?'. Ele nos ensinava a olhar para o agora. E é muito triste olhar para o agora e perder um mestre como o Chiquinho, um dia após o Dia dos Professores."
Lauanda Varone, atriz

"Tive a honra e alegria de ter sido dirigida por Chiquinho. Seu amor, talento e generosidade eram maravilhosos.Ficam a lembrança e a gratidão pelo brilho de seus olhos que iluminarão sempre o teatro brasileiro."
Bete Dorgam, atriz

"Tive a honra de ter Chiquinho como coordenador do curso de Atuação que fiz. Chiquinho era um mestre daqueles que os artistas procuramos sempre, não só pelos seus conhecimentos técnicos sobre a linguagem teatral, pela sua experiência tanto no Brasil e no exterior, como sua visão critica de mundo. Cada palavra de devolutiva que ele me fez ainda ecoa em cada prática do meu fazer teatral. Ele vai deixar um vácuo no mundo das artes. Precisamos de mestres e referentes como ele. Muita luz na sua passagem e conforto aos corações dos seus amigos e parentes. Obrigado, Chiquinho, por todos os aprendizados e experiências compartilhadas."
Juan Manuel Tellategui, ator

"Nós, os sórdidos do teatro, aplaudimos de pé o grande Chiquinho Medeiros, que se foi hoje."
Mario Viana, dramaturgo

"Parte mais um mestre do teatro, Francisco Medeiros! Montagens inesquecíveis de "Marat Sade" na EAD, "Suburbia", "Hamlet" e a mais recente; "Extinção" com Denise Stocklos e Marcio Aurelio, entre outras… Além de grande encenador, excelente diretor de atores, trabalho pouco valorizado na profissão! Encenador-pedagogo, formou gerações de atores! Artista cidadão como poucos, doce, profundo, revolucionário! Uma referência na arte e na vida! Brilha demais Chiquinho! Vai deixar muita saudade! Que ano!"
Ruy Cortez, diretor

"Chico, descanse em paz meu mestre e amigo. Aprendi muito com você e agradeço pelas oportunidades. "
Mauricio Inafre, produtor teatral

"A morte de Francisco Medeiros, nosso Chiquinho, é uma grande perda para o teatro brasileiro. Registrei alguns de seus espetáculos e convivemos nos bastidores dessas montagens. Também estivemos juntos em parte da construção do livro sobre os 30 anos dos núcleos de artes Cênicas do Sesi, espaço onde ele formou muitos artistas."
Bob Sousa, fotógrafo e crítico de artes visuais da APCA

:

SP ganha comédia espírita pop e instagramável

Aos 70, artista da Bahia faz 1ª exposição em SP

Tops consagradas roubam a cena na SPFW

Juliana Braga lança olhar sensível à arte