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Expôs a conversa | Membro de grupo do WhatsApp é condenado a pagar R$ 40 mil no PR

Expôs a conversa | Membro de grupo do WhatsApp é condenado a pagar R$ 40 mil no PR

Você tem o costume dar o print em certas conversas no grupo de WhatsApp e encaminhar para outras pessoas? Se a resposta é sim, é melhor repensar suas ações. A Justiça do Paraná condenou um homem por danos morais após ele divulgar algumas conversas de um grupo do qual fazia parte.

O caso envolve um ex-diretor do Coritiba e mais oito membros da diretoria do clube de futebol.

Em um grupo no WhatsApp intitulado "Indomáááááável F.C", todos passaram a trocar mensagens com os mais variados conteúdos, de assuntos mais sérios a piadas, brincadeiras e comentários maldosos, de acordo com o processo.

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Em 2015, o ex-diretor acabou divulgando algumas dessas mensagens – fotos e prints– nas redes sociais e na imprensa, e o resultado foi uma grave crise institucional no clube.

Segundo o processo, a acusação relatou que o grupo foi criado para facilitar a comunicação, já que desenvolveram uma "estreita relação de companheirismo e amizade". Dos nove participantes, sete afirmam que eram amigos há mais de dez anos e que mantinham o grupo com o objetivo de "estreitar os laços de amizade".

Por outro lado, a defesa argumentou que o ex-diretor do clube não detinha qualquer relação de amizade com os demais integrantes e que ele foi adicionado para participar mais de perto das "estratégias políticas e profissionais do clube". Sendo assim, não tinha qualquer dever de confidencialidade nas conversas trocadas.

Além disso, o ex-executivo acreditou estar exercendo a sua liberdade de expressão, "com o intuito de informar a coletividade de torcedores sobre a forma de gestão empregada no clube de futebol".

Diante da polêmica, o juiz James Hamilton de Oliveira Macedo, responsável pela decisão, considerou que a prática do ex-diretor não foi correta e o condenou a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 5 mil para cada um dos integrantes do grupo envolvidos na ação.

Para o juiz, a conversa dentro do WhatsApp é privada e o conteúdo deve ser mantido apenas entre os membros do grupo. Além disso, a divulgação das mensagens acabou impactando na vida dos envolvidos – na época, dois deles foram demitidos do clube.

"O abuso do direito de informar se deu pela forma como foram divulgadas as notícias, atingindo a imagem pessoal e profissional dos autores", argumentou Macedo na sentença.

"Ora, considerando que as mensagens foram trocas em aplicativo de celular em grupo privado, resta patente que não poderiam ser divulgadas, ressaltando-se, notadamente, que caso quisessem que as mensagens trocadas fossem publicas teriam as partes o feito dessa forma", acrescentou.

O UOL Tecnologia procurou o Coritiba Foot Ball Club, mas até o fechamento do texto não houve retorno.

A reportagem também tentou contato com o ex-diretor do clube, por meio do seu perfil no Facebook e e-mail, e aguarda o retorno. Assim que tivermos uma resposta, o texto será atualizado. 

Administrador do grupo também pode ser processado

Uma outra decisão judicial envolvendo práticas no WhatsApp também ganhou repercussão neste ano.

Em maio, a Justiça de São Paulo condenou uma garota, administradora do grupo no WhatsApp, a pagar R$ 3 mil a integrantes que foram xingados durante uma conversa.

De acordo com a decisão, a jovem, que na época do grupo tinha 15 anos, deveria ter agido como moderadora da discussão e excluído os infratores.