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Educação na pandemia | Covas: 'Só teremos a volta às aulas com aprovação da vigilância sanitária'

Educação na pandemia | Covas: 'Só teremos a volta às aulas com aprovação da vigilância sanitária'

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), reiterou que as aulas municipais só voltarão na capital com a aprovação da vigilância sanitária, e não por "pressões" externas.

A Prefeitura de São Paulo já iniciou uma etapa importante para definir quando será o retorno das aulas na rede municipal de ensino em meio à pandemia do coronavírus. A cidade começou hoje uma testagem com 6 mil alunos e que pretende reunir, até a sua quarta e última fase, um total de 24.000 crianças e adolescentes. A partir de 20 de agosto, os testes ajudarão a administração a pensar a definição sobre as aulas.

"Somente quando a área da Saúde indicar que é o momento [certo] é que vamos voltar. Nada será feito por pressão. Não há pressão política nem influência nesse tipo de decisão", disse Covas, em entrevista em à GloboNews.

O prefeito indicou que foi a própria vigilância sanitária que pediu a suspensão das aulas presenciais e que a Prefeitura foi muito criticada por isso. Na opinião de Covas, está provado que essa medida adotada foi a correta, pois segurou a transmissão do vírus.

"Tenho sob minha responsabilidade a saúde não só das 12 milhões [de pessoas] que e moram na cidade, mas dos 960 mil alunos da rede municipal. Não colocaremos a vida das crianças e seus familiares em risco por conta da volta às aulas", apontou.

Hoje mais cedo, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou a lei que regulamenta a volta às aulas nas escolas públicas da capital, incluindo o ponto que permite a "compra de vagas" ociosas em escolas particulares —inclusive aquelas que têm fins lucrativos.

A aprovação vem em meio a discussões calorosas no plenário e nas assembleias públicas organizadas para debater a pauta.