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Drone ganha de ambulância na corrida para prestar primeiros socorros

Drone ganha de ambulância na corrida para prestar primeiros socorros

Pesquisadores do Iraque e da Austrália desenvolveram uma maneira diferente de usar os drones na área da saúde; transformando-os em parte do sistema de primeiros socorros. Em uma comparação com uma ambulância, conforme foi reportado pela revista Sensor, o sistema de drones alcançou com sucesso todos os pacientes durante uma simulação em uma cidade movimentada no norte do Iraque, e chegou entre 90 a 120 segundos mais rápido do que uma ambulância.

Em quatro testes, o drone saiu junto com uma ambulância de um hospital de Erbil, no Iraque, para bairros lotados perto de escolas e mercados com ruas estreitas. Cada método de entrega foi programado para ver quanto tempo foi necessário para levar um kit de primeiros socorros aos “pacientes”.

Os resultados da equipe – composta por pessoas da Middle Technical University em Bagdá, Universidade de Mossul, Universidade da Austrália do Sul e Grupo de Ciência e Tecnologia de Defesa – foram publicados em julho. As descobertas deixaram claro que o transporte por drones reduz o tempo de entrega e chega ao local da emergência mais rápido.

O drone chegou entre 90 segundos e 120 segundos antes da ambulância em dois locais diferentes durante cada teste. Em casos de estradas lotadas com obstáculos, estima-se que uma ambulância levaria 300 segundos, em comparação com os 210 segundos do drone, para um determinado ponto de parada. São 31% de economia de tempo ao decidir usar um método sobre o outro.

“Isso pode não parecer muito tempo, mas se você não estivesse respirando ou seu coração parasse durante os 90 segundos, isso seria determinante”, afirma Javaan Chahl, professor de sistemas de sensores. na Universidade da Austrália do Sul. “Nesse tipo de emergência, quanto mais cedo uma resposta, melhor será o resultado”.

Os drones neste estudo carregavam um pequeno kit de primeiros socorros, mas o pacote poderia ser um desfibrilador portátil ou medicamentos. É claro que outra pessoa precisaria estar à disposição para administrar a ajuda, e o sistema atualmente só funciona em casos de acidentes que ocorram ao ar livre.

Fonte: Olhar Digital

Créditos: Olhar Digital