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Coronavírus | Comerciante se nega a fechar bar e é preso no ES

Coronavírus | Comerciante se nega a fechar bar e é preso no ES

Um comerciante de 42 anos foi preso pela Guarda Municipal de Vila Velha, no Espírito Santo, depois de desobedecer o decreto estadual que determina o fechamento de bares no Estado. Segundo a Prefeitura do município, Bruno Vatalino se negou a fechar as portas do estabelecimento, ficou agressivo e teve quer ser contido pelas autoridades.

A ação foi realizada na noite de ontem, na Avenida Saturnino Rangel Mauro, em Itaparica. De acordo com os agentes, ao ser orientado sobre a necessidade do fechamento, Bruno insultou os guardas e resistiu à determinação. Ele recebeu voz de prisão imediatamente, mas não acatou. Os oficiais tiveram que usar a força para conduzir o comerciante até a viatura.

O proprietário do estabelecimento já havia sido sido advertido anteriormente. Um vídeo mostra o momento exato em que o homem é detido. Bruno foi levado até a delegacia e foi autuado pelo delegado de plantão por crime contra a administração pública conforme o artigo 268 do Código Penal, além de desacato e resistência. Ele foi encaminhado para o Centro de Triagem de Viana (CTV).

O advogado de defesa do comerciante, Márcio Coutinho Bruzzi, disse apenas que lamentou toda a situação. "Só lamentamos a condução abusiva de um trabalhador para a Delegacia, mobilizando por horas um aparato policial, enquanto traficantes, ladrões e assassinos estão soltos", finalizou.

15 estabelecimentos fechados

A operação na noite de ontem resultou no fechamento de pelo menos 15 estabelecimentos. Tudo isso porque os comércios foram flagrados em plena atividade, apesar de terem restrição de funcionamento determinada pelos decretos estadual e municipal de prevenção ao coronavírus.

Durante a ação as equipes percorreram os bairros de Itaparica, Coqueiral de Itaparica e Parque das Gaivotas. A maioria dos estabelecimentos fiscalizados era de bares, além de uma distribuidora que causava aglomeração ao servir bebidas em mesas e até um churrasquinho que reunia muita gente a sua volta.

Segundo a guarda municipal, a maioria dos comerciantes compreendeu as orientações e acatou prontamente a ordem de baixar as portas. "Muitos estabelecimentos ainda insistem em funcionar colocando em risco a vida das pessoas, mesmo diante de um decreto de situação de calamidade pública, que restringe a abertura de segmentos não essenciais", destacou o secretário municipal de Defesa Social e Trânsito, coronel Oberacy Emmerich Júnior, que coordenou a operação.

"Respeitem a lei, fiquem em casa, a situação é séria porque quanto mais as pessoas se aglomeram em ambientes como esses, pior fica o atendimento para a área de saúde pública", advertiu.