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A LAVAGEM CEREBRAL: A criação dos robôs sem vontade própria – Por Rui Leitão

A LAVAGEM CEREBRAL: A criação dos robôs sem vontade própria – Por Rui Leitão

A lavagem cerebral transforma as pessoas em robôs. A partir dela o indivíduo perde o controle de sua mente e passa a falar e agir conforme as técnicas psicológicas que lhe foram aplicadas. As motivações podem ser políticas, religiosas ou mercadológicas. Na lavagem cerebral há sempre alguém interessado em mudar comportamentos e convicções para atendimento de um objetivo.

Não é fácil deixar a mente protegida dessas intervenções. O pior é que a transformação é quase imperceptível para quem está recebendo a lavagem cerebral. O processo é todo ele muito sutil, cheio de esperteza e argúcia. As mensagens são oferecidas estrategicamente de forma subliminar para que sejam melhor recebidas no consciente. Há um aproveitamento do despreparo intelectual da vítima para induzi-la ao convencimento de algo que até então não era compreendida como verdadeira, aplicando o engano conceitual.

Predomina o esforço de persuasão. O importante é exercer uma influência que cause mudanças de pensamento e garantia de confiança na emissão das mensagens propagadas. O manipulador habilidoso sabe escolher bem as pessoas mais susceptíveis e o momento mais adequado para tentar assumir esse controle mental. Geralmente ataca aqueles que passam por circunstanciais dificuldades, quando a ansiedade por mudanças na vida se acentua, aumentando as vulnerabilidades. E inteligentemente não deixa a vítima ter tempo para pensar.

Desestruturado emocionalmente o indivíduo acolhe com facilidade tudo o que lhe for apresentado como benefício ou recompensa. Daí é um passo rápido para a dependência e o exercício do fanatismo. Perde a capacidade de questionar, a não ser quando provocado por quem pensa diferente do que o ensinaram a entender como verdade. Em suma, por consequencia, sofre uma alteração de personalidade.

Estamos vivendo um tempo em que fica cada vez mais perigosa a ação da lavagem cerebral. A propaganda bem feita, a força de convencimento da mídia, o envolvimento apaixonado por uma causa, podem produzir na cabeça das pessoas incautas a influência nefasta de uma lavagem cerebral. Por isso todo cuidado é pouco. É recomendável sempre ficar com “um pé atrás” quando alguém vier com muito entusiasmo lhe incutir idéias novas para a sua assimilação.