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Trajano: 'Jogada mais ousada do Corinthians foi Jô tentando cavar pênaltis'

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No Fim de Papo, live pós-jogo do UOL de hoje (10), após a vitória do Palmeiras por 2 a 0 no clássico diante do Corinthians, o comentarista e ex-zagueiro Ricardo Rocha e os jornalistas José Trajano e Danilo Lavieri analisaram, com a apresentação de Vinicius Mesquita, os destaques da partida na Neo Química Arena que manteve a invencibilidade do time de Vanderlei Luxemburgo e colocou mais pressão em Tiago Nunes.

Com apenas duas vitórias e já ocupando posições na parte de baixo da classificação do Campeonato Brasileiro, o time de Tiago Nunes voltou a ser criticado pela falta de criação, no jogo em que acabou sofrendo o primeiro gol depois de um pênalti cometido por Fagner, que foi expulso por colocar a mão na bola dentro da área para evitar um gol.

José Trajano chama a atenção para a falta de criatividade de Tiago Nunes e enumera as chances criadas pelo Corinthians no clássico.

"O Corinthians teve duas jogadas, você vê que repertório pequeno e ridículo desse jogo. Chutes do Otero fora da área, de longe, uma bola na trave e depois uma falta que ele cobrou", diz Trajano.

"E depois o Jô, que é a grande referência, que é um bom centroavante, forte, bom pelo alto, sabe prender uma bola, ele se atirando para pedir pênalti. Foi a jogada mais ousada do Corinthians hoje o Jô se atirando na área três vezes para cavucar um pênalti. É muito pouco para um time", completa.

Danilo Lavieri avalia que pela primeira vez no Campeonato Brasileiro o Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo demonstrou uma evolução, com bons momentos em duas partidas consecutivas e retomando um futebol que o time só havia praticado na vitória diante do Santos. Ele também destaca a melhora de Lucas Lima no meio de campo do time palmeirense.

"Passa por uma mudança na minha opinião que é a saída do Bruno Henrique e o Lucas Lima ficou um pouco mais livre para poder jogar um pouco pelos lados, não exatamente como ponta, mas do meio para o lado ele consegue jogar com o Gabriel Menino e o Patrick de Paula fazendo a transição, pegando a bola dos zagueiros e carregando um pouco mais para a frente", analisa Lavieri.

"Acho que o time em geral evoluiu, talvez seja a primeira vez no Brasileiro que a gente consegue falar que por dois jogos seguidos o Palmeiras evoluiu. Pela primeira vez no Brasileirão foram dois jogos consecutivos que o Palmeiras apresentou evolução, porque o Palmeiras já tinha ido bem contra o Santos, mas logo depois teve péssimas apresentações. A gente não conseguia nem entender muito bem o que o Luxemburgo estava querendo e agora parece que ele começou a achar um time", completa.

Um dos personagens decisivos da partida pelo lado corintiano foi o lateral Fagner, com o pênalti cometido e a expulsão aos 40 minutos do primeiro tempo. Na opinião de Ricardo Rocha, não se pode crucificar o jogador.

"Ele perdeu o tempo, a noção e não sabia onde estava, então ele não sabia se estava dentro do gol, do lado do gol, ele não sabia que aquela bola iria fora. O único que eu acho que ele poderia ter feito era não colocar aquela mão na bola. Se toma um gol, não tem problema, agora com um a menos, em um clássico, o Palmeiras estava jogando melhor, então prejudicou um pouco. Agora, eu não crucifico o Fagner", diz Ricardo Rocha, que critica o trabalho de Tiago Nunes.

"É muito pouco, o Tiago veio para tentar mudar isso, criar alguma coisa. 'Ah o elenco do Corinthians é muito ruim'. Eu não acho muito ruim, não. Ele não se encontrou, tem uma boa defesa, agora, é impressionante como não se cria nos 90 minutos", conclui.

O Fim de Papo volta a ser apresentado na próxima semana e acontece todas as quartas e quintas-feiras após os principais jogos da rodada do futebol, com a participação de comentaristas e colunistas do UOL.