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O Real Madrid de Zidane gosta de sofrer. E mais ainda de ganhar

O Real Madrid será campeão espanhol. Com a vitória por 2 a 1 sobre o Granada, nesta segunda, voltou a abrir quatro pontos para o Barcelona. Faltam só dois jogos e o Real tem a vantagem de poder terminar empatado com o rival na tabela. Ou seja, bastam dois empates para o título ou somente uma vitória - os jogos que faltam são contra Villarreal (quinto colocado) e Leganés (que deve chegar rebaixado à última rodada).

O inacreditável é como o Real Madrid sofre em algumas partidas, como nesta em Granada. Atenção, o Granada faz um campeonato honesto, está em décimo, bem longe do rebaixamento e vindo de bons resultados. Mas assim... é o Granada, né?

Depois de fazer dois gols logo nos primeiros 15 minutos de jogo, o Real Madrid fica sofrendo, sofrendo, sofrendo. E olha que tinha uma escalação com cinco meio-campistas (Casemiro, Kroos, Modric, Valverde e Isco), justamente para conseguir controlar melhor o jogo. Sofreu um gol aos 5min do segundo tempo e, a partir daí, foi uma Granada atrás da outra na área (gostaram dessa?). Todas devidamente devolvidas pelo exército branco.

Courtois voltou a ser magnífico, Sergio Ramos salvou bola em cima da linha. Fica um negócio meio estranho o Real Madrid ser tão empurrado para trás e ter goleiro fazendo cera e levando amarelo. Mas não é inédito, né? Talvez seja isso que falte para Zidane convencer mais gente. Alguns jogos do Real são francamente ruins.

Chega a ser inacreditável quando vemos que o time ganhou nove de nove pós-pandemia. Assim como será inacreditável se o Real Madrid, com esse futebol, conseguir reverter a desvantagem que tem para o Manchester City na Champions League, em agosto.

O título pode vir na quinta-feira, contra o Villarreal, no pequeno estádio Alfredo di Stefano. Justa homenagem a um dos grandes nomes que fez deste clube o que é até hoje: vencedor. O estilo do Real Madrid não é assim ou assado. O estilo do Real é vencer.