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Noite de Gabigol: Fla mostra ser ainda mais forte. Inter sofre e sobrevive

Jogando desde metade do primeiro tempo no Maracanã com menos um, contra um bom time, que sabe conduzir a bola e gosta de tê-la, o Flamengo conquistou a Recopa Sul-americana de forma heroica na melhor atuação de Gabigol pelo clube. Diante de um adversário disposto a ficar no 0 a 0, o Internacional venceu e, enfim, missão cumprida: assegurou sua participação da fase de grupos da Libertadores.

Um erro grave do zagueiro Luis Segovia, em recuo de cabeça, complicou a vida do goleiro Jorge Pinos e permitiu a Gabigol abrir o placar aos 19 minutos do primeiro tempo. O camisa 9 fazia ótima atuação, não só ao aparecer como centroavante que acredita em todas, mas saindo da área e criando boas situações de ataque, com uma formação diferente até então, contando com Pedro no comando, de centroavante.

Após a, correta, expulsão de Willian Arão aos 23 minutos de partida, o Flamengo manteve a organização defensiva, a ponto de o Independiente Del Valle finalizar pela primeira vez apenas aos 38, quando a posse de bola do time equatoriano já era de 71%, segundo o SofasCore. O time visitante trocava muito mais passes (279 a 105 nos primeiros 45 minutos), mas não entrava na área rubro-negra.

Em Porto Alegre, a saída de Rodrigo Lindoso para a entrada de Marcos Guilherme aos 39 minutos de jogo foi a ação de Eduardo Coudet ante um Tolima fechado, que mal tinha a pelota aos pés (deu apenas 77 passes antes do intervalo), ampliando a agressividade colorada. Afinal, era preciso sair do 0 a 0, que levaria a uma disputa de pênaltis, que parecia agradar os colombianos.

Deu certo, o jogador saiu do banco, achou a D'Alessandro, que fez excelente jogada para cruzar e Guerrero empurrar rumo à meta vazia, 1 a 0 nos acréscimos da etapa inicial. O peruano não balançava as redes há 459 minutos (mais de sete horas e meia), desde seu, até então, único tento em 2020, nos 3 a 1 sobre o Pelotas pelo campeonato gaúcho, um mês antes do duelo com o Tolima.

O segundo tempo foi angustiante para o Internacional quando D'Alessandro levou cartão vermelho e, a exemplo do Flamengo no Rio de Janeiro, era preciso defender a vantagem mínima com menos um homem. O argentino levou segundo amarelo após disputa com Robles e, aos 18 minutos do segundo tempo, deixou a equipe colorada em difícil situação, pois o empate com gols eliminaria os colorados.

No Maracanã, mesmo em desvantagem pela expulsão de Arão, o Flamengo teve forças, e coragem, para pressionar a saída de bola, buscar o segundo gol e a ele chegar com Gérson, após (mais uma) ótima jogada de Gabigol, o dono da noite. O meia faria o terceiro em passe de Vitinho. Jorge Jesus, o treinador, tem mais troféus (cinco) do que derrotas com o time rubro-negro.

No Beira-Rio, o Inter não correu grandes riscos, embora tenha vivido momentos de suspense e algum sofrimento, já que um gol do Tolima impediria a chegada do time gaúcho à fase de grupos da Libertadores. Nela, além de América de Cáli e Universidad Católica, quem espera os colorados é justamente o Grêmio. O principal torneio do continente terá, enfim, o clássico brasileiro de maior rivalidade.