Esportes

MLS paga salário de time grande, mas diferença na base assusta brasileiros

A MLS, principal liga de futebol dos Estados Unidos, recomeça neste fim de semana com um aumento no teto salarial dos elencos. Agora, o limite de vencimentos mensais para jogadores considerados comuns é de 109 mil dólares. Com a alta do dólar em relação ao Real, isso pode ajudar a aproximar os times americanos de jogadores brasileiros mais qualificados. .

O teto que estava em vigor até o ano passado era de quase 70 mil dólares por mês, o equivalente a pouco mais de R$ 313 mil. Agora, com o aumento que ficará válido até 2024, o teto passou para quase R$ 488 mil. Esse valor é próximo ao que muitos times grandes do Brasil pagam por jogadores importantes do elenco. Assim, a MLS confia que começará a atrair mais jogadores, ainda que o valor das compras de brasileiros continue alto para os padrões americanos.

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Para esta temporada, cinco nomes de mais relevância já se transferiram para os Estados Unidos: os ex-palmeirenses Antônio Carlos e Thiago Santos, o ex-corintiano Júnior Urso, o ex-botafoguense João Paulo e Matheus Rossetto, ex-Athletico Paranaense.

Só que a tarefa de atrair talentos mais jovens do Brasil para tentar lucrar no futuro ainda parece impossível. Afinal, os times americanos ainda dividem a formação de atletas com escolas e faculdades, e os programas de desenvolvimento próprio estão engatinhando. Em alguns casos, os garotos precisam pagar para estar na base das franquias.

O brasileiro mais famoso a jogar nessa fase de crescimento da MLS foi Kaká, que chegou a ter o salário mais alto da liga. Ele era um dos jogadores designados, ou seja, uma estrela contratada pelo clube com apoio da MLS para ajudar a qualificar e valorizar o torneio. Outra forma de levar brasileiros um pouco mais caros é o "Target Allocation Money", quando você abre mão de benefícios ou receitas de outras áreas para turbinar o investimento em um jogador que fica entre o teto salarial e os astros designados.