Esportes

Messi e Hamilton dividem prêmio de atleta do ano no Laureus; Biles é bi

Em sua sexta indicação, Lionel Messi pela primeira fez faturou o prêmio de melhor atleta homem do ano no Laureus Award, premiação realizada nesta segunda-feira (17) em Berlim. O dono de seis Bolas de Ouro dividiu a premiação com Lewis Hamilton, que em 2019 faturou também seu sexto título mundial da Fórmula 1 e que também tinha cinco indicações e nunca havia vencido como melhor do ano. Foi a primeira vez que houve empate em número de votos entre dois candidatos ao prêmio, nesta que é a 20ª edição do evento. Jornalistas do mundo todo votam e, depois, membros da academia Laureus escolhem os vencedores entre os mais bem votados.

Diferente de premiações como o Oscar, com o qual o Laureus usualmente é comparado, na premiação esportiva os vencedores não são pegos de surpresa. Assim, Messi gravou um vídeo pedindo desculpas por não estar presente na cerimônia de gala e comemorando a vitória. Hamilton também já tinha um discurso pronto - ele foi dos poucos que chegou ao Music Hall berlinense sem passar pelo tapete vermelho e, consequentemente, pela imprensa. Primeiro homem a correr uma maratona abaixo de duas horas, o queniano Eliud Kipchoge participou de eventos do Laureus, concedeu entrevista coletiva, entregou troféu, mas não teve premiado seu feito histórico.

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Para o argentino, o prêmio é histórico. Em 19 anos até aqui, nunca um atleta de esporte coletivo havia vencido como melhor do ano, nem no masculino nem no feminino. Em todos os últimos 11 anos, ou ele ou Cristiano Ronaldo foram indicados, sem nunca vencer. Já Hamilton recebe um troféu do Laureus pela segunda vez. Em 2008, ele ganhou como revelação do ano. Sua equipe, a Mercedes, foi preterida pelo time de rúgbi da África do Sul no prêmio de equipe do ano entregue hoje. A montadora alemã é uma das mantenedoras do Laureus. Liverpool e Toronto Raptors também estavam entre os finalistas.

Andreas Rentz/Getty Images for Laureus
Imagem: Andreas Rentz/Getty Images for Laureus

No feminino, venceu pela segunda vez seguida a favorita Simone Biles, que, assim como o argentino, não veio à Alemanha para receber a premiação. No ano passado ela ganhou cinco das seis medalhas de ouro possíveis no Mundial de Ginástica Artística. Treinando para a Olimpíada, ela entrou em videoconferência diretamente de Houston, com o troféu na mão, seu terceiro. Das indicadas na categoria, só a jamaicana Shelly-Ann Fraser veio à Alemanha. Ela entregou ao basquete da Espanha o prêmio de "feito excepcional" do ano de 2019, quando a equipe masculina foi campeã mundial e a feminina campeã europeia.

O Brasil passou em branco. Dois brasileiros concorriam ao prêmio único de atleta radical do ano, mas nem o surfista Italo Ferreira nem a jovem skatista Rayssa Leal ficaram com o troféu do "Oscar do Esporte". A vencedora foi Chloe Kim, norte-americana que no ano passado ganhou o Mundial de Snowboard halfpipe.

Além disso, a Chapecoense estava concorrendo ao prêmio de momento esportivo das últimas duas décadas, pela união entre time e torcida na reconstrução da equipe após a tragédia aérea do final de 2016. Em votação aberta ao público, a Chape chegou entre as cinco finalistas, entre 20 momentos históricos de cada um dos 20 anos de Laureus, mas quem recebeu o prêmio foi Sachin Tendulkar, indiano que levou seu país a um título histórico no críquete.

No ano em que Petrucio Ferreira se tornou o homem mais rápido da história do atletismo paraolímpico, a esquiadora paraolímpica Oksana Masters, dos Estados Unidos, ganhou o prêmio entre os portadores de deficiências. O campeão da Volta da França, o colombiano Egan Bernal, foi eleito a revelação do ano, enquanto Sophia Flörsch, piloto alemã, venceu como retorno do ano. Ela sofreu um acidente competindo pela F3 europeia em 2018 e voltou ao esporte para competir em uma fórmula regional em 2019.

Já o projeto social South Bronx United, baseado em Nova York, ganhou o prêmio de ONG do Ano da Fundação Laureus For Good, que promove o Laureus Award e tem no social seu principal foco. A South Bronx United oferece oportunidades para jovens do Bronx, bairro pobre de Nova York, a partir do futebol.