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Médico do Goiás garante que clube jogará próximas rodadas do Brasileiro

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Bruno Favaron, médico do Goiás, garantiu que o clube deve jogar as próximas rodadas do Campeonato Brasileiro, apesar dos nove atletas afastados após testarem positivo para covid-19 - e terem seus testes confirmados com contraprova. O funcionário esmeraldino explicou que o problema que levou à suspensão do jogo contra o São Paulo foi falta de tempo para testar jogadores que tinham sido chamados de última hora para completar o elenco.

"O Goiás vai jogar os próximos jogos. O problema hoje é que não tivemos tempo para testar alguns atletas que foram relacionados de última hora", disse em entrevista ao Troca de Passes, do SporTV, hoje.

O médico do Goiás ainda disse que os atletas contaminados pelo Coronavírus estão bem e que devem ficar isolado por, pelo menos dez dias, fazendo novos exames neste período para garantir seu retorno. Assim, esses jogadores ficariam de fora, ao menos, das duas próximas rodadas, confrontos contra Athletico Paranaense e Palmeiras.

"Todos os atletas estão bem, sem sintomas. Os positivos nós afastamos, estão em quarentena e vão passar com nossa equipe de infectologia. A princípio, são dez dias de quarentena, se não apresentarem novos sintomas. Nesse tempo, eles vão coletar novos exames e orientamos pessoas que entraram em contato com eles para fazerem exames", complementou.

Na mesma entrevista, Bruno Favaron reiterou a confiança do Goiás nos testes feitos de acordo com o protocolo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), mas questionou a logística.

"Nós confiamos nos testes. Hoje, fizemos a contraprova em um laboratório local. Dos dez exames positivos de sexta-feira, nove deram positivo aqui. Então, há confiança nos testes. O que aconteceu foi um problema de logística, pois os exames são colhidos aqui em Goiânia e levados até São Paulo para análise", declarou.

Por fim, o médico afirmou acreditar que o número de casos positivos no Goiás é um reflexo de uma situação regional, uma vez que o Centro-Oeste brasileiro tem visto um aumento no número de casos nas últimas semanas.

"É uma situação inédita. Fomos pegos de surpresa. Testamos nossos atletas desde o início de junho. Chegamos a ficar até cinco semanas sem nenhum teste positivo. Mas esse caso reflete um pouco da realidade da nossa região, que tem enfrentado um aumento exponencial no número de casos nas últimas semanas. É uma questão regional. Mas, temos que manter a rigidez do nosso protocolo. Liga um alerta", completou.